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Ex-CEO da Hurb tenta fugir com documento falso e é preso no Ceará

João Ricardo Rangel Mendes já havia sido preso no ano passado após roubar obras de arte em um hotel e shopping de luxo no Rio de Janeiro

Por Metrópoles 06/01/2026 17h05
Ex-CEO da Hurb tenta fugir com documento falso e é preso no Ceará
João Ricardo Rangel Mendes já havia sido preso no ano passado após roubar obras de arte - Foto: Reprodução

João Ricardo Rangel Mendes, 46 anos, ex-CEO da Hurb, antiga Hotel Urbano, foi preso no Aeroporto Regional de Jericoacoara, no Ceará, nessa segunda-feira (5). Ele tentava embarcar em um voo para Guarulhos (SP) usando documento falso, mas funcionários da companhia aérea e da equipe de segurança aeroportuária chamaram a polícia após suspeitar de irregularidades no momento do embarque.

Quando a equipe da 2ª Companhia do Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur), da Polícia Militar do Ceará (PMCE), chegou ao local, constatou ainda que João usava uma tornozeleira eletrônica que estava descarregada.

“Diante da confirmação da irregularidade, foi dada voz de prisão ao suspeito. O homem foi conduzido à Delegacia Regional de Acaraú, por meio da Central de Procedimentos Digitais, onde foi instaurado o inquérito policial. Ele foi autuado com base no artigo 304 do Código Penal Brasileiro, que trata do uso de documento falso”, informou a polícia.

Reincidente
Menos de um ano atrás, em abril de 2025, João tentou escapar de seguranças após furtar obras de arte. O crime ocorreu em um shopping center de luxo na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, e em um hotel.

Segundo os relatos, o ex-empresário estava trajado de motoboy e circulou pela área social de eventos do shopping por alguns minutos para, em seguida, fazer o primeiro furto. Ele utilizou uma bolsa de entregador de comida para esconder o quadro retirado da parede.

Depois, de madrugada, o empresário foi a um escritório de arquitetura também no centro comercial, onde tentou levar vários outros quadros, mas, de acordo com a Polícia Civil, não conseguiu levar as obras. Nas imagens das câmeras de segurança é possível ver João descer o elevador com os quadros, retirar o uniforme de motoboy e chamar um táxi. Como as peças não cabiam no veículo, foram amarradas no teto.

Seguranças do shopping acharam a movimentação estranha e tentaram abordá-lo, mas ele fugiu em uma motocicleta sem placa.

Ainda no mesmo dia, João foi para um hotel, cujo segurança relatou que ele pegou um travesseiro, tirou a fronha e usou tecido para esconder algum objeto e saiu novamente pelo elevador.

Depois do segundo furto, a equipe de segurança abordou o suspeito, mas ele alegou estar passando mal por ter tomado um medicamento, escapando mais uma vez. João, entretanto, acabou sendo capturado no terraço do apartamento.

Grande parte das obras furtadas foi localizada no imóvel em que o empresário estava. A polícia localizou três esculturas de cerâmica e um dos quadros subtraídos do hotel, avaliados em cerca de R$ 23 mil.