Clássico de Shakespeare ganha nova leitura em Maceió com estreia de “Romeu e Julieta”
Romeu e Julieta”, do CEPEC, reafirma a força do teatro alagoano
Um dos maiores clássicos da dramaturgia mundial chega aos palcos de Maceió em uma montagem intensa, sensível e profundamente contemporânea. No dia 24 de janeiro de 2026, o Centro de Pesquisas Cênicas (CEPEC) apresenta o espetáculo “Romeu e Julieta”, com sessões às 17h30 e 20h, no Centro de Inovação (Jaraguá), prometendo emocionar o público ao revisitar a mais célebre história de amor de William Shakespeare.
Dirigida por Aldine de Sousa, a montagem marca a inauguração da primeira Residência Artística do CEPEC e nasce do desejo de investigar um texto universal e provocador, capaz de dialogar com os conflitos do presente, como amor, violência, juventude e estruturas sociais. Mais do que encenar uma obra consagrada, o grupo propõe uma experiência cênica que coloca o ator no centro da cena, valorizando o corpo, a presença e a escuta como motores da narrativa.
A cenografia e a iluminação, assinadas por Claudemir Santos, constroem um espaço essencial onde a luz assume papel dramatúrgico, criando tensões e atmosferas em um bosque mágico e romântico, situado atrás da casa dos Capuletos. Os figurinos atemporais de Anna Clara Deschamps reforçam os afetos e conflitos dos personagens, enquanto a maquiagem de Alexandre Nascimento potencializa a expressividade e os estados emocionais em cena.
O elenco é formado por artistas alagoanos, muitos deles egressos do Curso Livre de Teatro do CEPEC, reafirmando o compromisso do grupo com a formação, a pesquisa e o fortalecimento do teatro local. Para a diretora Aldine de Sousa, montar “Romeu e Julieta” é também a realização de um sonho pessoal que atravessa décadas e se concretiza agora de forma coletiva: “ninguém faz teatro sozinho”.
No papel de Romeu, Pedro Salves define o processo como intenso e transformador. “É um mergulho profundo nesse universo grandioso, construído com respeito ao texto original, mas também com muita entrega, verdade e emoção.” Já Karla Calheiros, que interpreta Julieta, destaca a delicadeza e a força da personagem: “É revisitar a adolescência, o primeiro amor, e acompanhar a virada de uma menina para uma jovem mulher corajosa e decidida”.
Considerada um marco do amor romântico, a obra de Shakespeare surge, nesta montagem, como um ato de resistência. O amor de Romeu e Julieta é apresentado como escolha radical, capaz de desafiar estruturas sociais marcadas pela violência e pelo ódio herdado, um tema que segue urgente e atual.
Com classificação indicativa de 16 anos, o espetáculo é um convite ao público para viver uma experiência teatral potente e poética. Ingressos podem ser adquiridos pelo Sympla, com o elenco ou na recepção da escola.
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