Polícia

Preso revela detalhes do plano para matar supervisor da base do CRB

Crime encomendado teria sido articulado por ex-companheiro da mulher da vítima, segundo depoimento à polícia

Por 7Segundos 26/01/2026 18h06
Preso revela detalhes do plano para matar supervisor da base do CRB
Symeone afirmou que conheceu Juan, apontado como mandante do crime, em uma empresa onde ambos trabalhavam - Foto: Reprodução

O planejamento do assassinato do supervisor das categorias de base do CRB, Johanisson Carlos Lima Costa, conhecido como “Joba”, foi detalhado em depoimento por Symeone Batista dos Santos, único preso até o momento pela Polícia Civil de Alagoas. Ele passou por audiência de custódia nesta segunda-feira (26) e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva.

Segundo o depoimento, Symeone afirmou que conheceu Juan, apontado como mandante do crime, em uma empresa onde ambos trabalhavam. Ainda de acordo com o relato, no fim do ano passado, Juan teria feito contato por telefone perguntando se ele teria coragem de matar uma pessoa, alegando querer vingança contra alguém que supostamente o teria roubado.

Symeone disse que se recusou a executar o crime, mas indicou um homem conhecido como “Gordinho” para realizar os disparos. Os dois teriam se conhecido no fórum, durante assinaturas de comparecimento em juízo. Ficou acertado que o valor de R$ 10 mil seria dividido igualmente: R$ 5 mil para Symeone, que faria o transporte e a fuga em uma motocicleta, e R$ 5 mil para o executor.

A identificação da vítima teria ocorrido por meio de uma foto enviada pelo mandante em modo de visualização única, mostrando o rosto e o peito de Joba. Para guardar a imagem, o atirador teria usado outro celular para fotografar a tela.

Ainda conforme o depoimento, Juan definiu o dia, o horário e o local do crime, repassando as orientações principalmente por ligações via WhatsApp. Os envolvidos evitavam trocar mensagens de áudio sobre o plano.

Na terça-feira anterior ao crime, ocorrido na sexta-feira (23), Symeone afirmou ter recebido um adiantamento de R$ 4 mil em dinheiro, entregue próximo a uma farmácia no bairro Santa Lúcia. O restante do valor seria pago após a execução.

O preso relatou ainda que o suposto mandante avisou que apagaria o contato e a foto do perfil após o homicídio e que faria novo contato futuramente com outro número. Symeone disse que decidiu contar os fatos à polícia porque a “consciência pesou”.

A investigação segue sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que trabalha para identificar e localizar os demais envolvidos no crime.