Rafael Brito defende fim da escala 6x1 e diz que descanso é direito do trabalhador
Deputado do MDB de Alagoas destacou que a mudança na jornada acompanha transformações no mundo do trabalho e representa avanço social
O deputado federal por Alagoas, Rafael Brito (MDB-AL), manifestou mais uma vez o apoio à Proposta de Emenda à Constituição que estabelece o fim da jornada 6x1 e a adoção da escala 5x2, com redução da carga horária semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial. A proposta PEC 8/2025 está em tramitação no Congresso Nacional e poderá ser votada no Plenário da Câmara dos Deputados ainda no primeiro semestre.
Em tom crítico, Rafael Brito rebateu declarações recentes de parlamentares que questionaram a “ociosidade” dos trabalhadores nos dias de folga. “Quem tem que definir o que fazer nos seus dias de descanso é o trabalhador, e não um político. Descanso não é privilégio, é direito. É saúde física, mental e convivência familiar. É dignidade”, afirmou o deputado.
Para Rafael Brito, o debate precisa ser feito com responsabilidade e foco na qualidade de vida da população brasileira. Ele destacou que a mudança na jornada acompanha transformações no mundo do trabalho e representa avanço social.
“O Brasil precisa discutir produtividade com humanidade. Reduzir a jornada para 40 horas semanais, com dois dias de descanso, é permitir mais tempo com a família, mais cuidado com a saúde e mais equilíbrio emocional. Isso impacta diretamente na qualidade de vida e, consequentemente, na própria produtividade”, reforçou o parlamentar alagoano.
A proposta, que está na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal, prevê implementação gradual da nova jornada, sem redução salarial, garantindo segurança jurídica e adaptação dos setores econômicos. A PEC é considerada prioritária na pauta de 2026, com previsão de análise tanto na Câmara quanto no Senado no mês de maio.
Rafael Brito defendeu que o Congresso Nacional esteja atento às demandas da classe trabalhadora e destacou que a valorização do tempo de descanso é um passo importante para um país mais justo. “Não cabe ao Estado dizer como o cidadão deve usar suas horas livres. Cabe ao Parlamento garantir direitos e promover condições de vida mais dignas. O descanso é parte fundamental de uma sociedade saudável”, concluiu.
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