Alagoas possui 105.699 empresas lideradas por mulheres, informa Junta Comercial
Número representa um crescimento 9,21% em relação ao dado levantado no ano passado
Alagoas possui 105.699 negócios liderados por mulheres. O número representa um crescimento 9,21% em relação ao quantitativo levantado no ano passado. Em celebração ao Dia Internacional da Mulher, comemorado no próximo dia 8, a Junta Comercial do Estado de Alagoas (Juceal) destrincha os dados referentes ao empreendedorismo feminino.
Subdividindo o número total de acordo com o porte empresarial, em Alagoas, existem 59.838 microempreendedores individuais (MEIs), 35.886 microempresas (MEs), 6.225 empresas de pequeno porte (EPPs) e 3.750 negócios considerados sem porte que possuem mulheres como empresárias, sócias, diretoras ou participantes do Quadro de Sócios e Administradores (QSA).
Nessas empresas, ao todo, o estado conta com 100.106 mulheres que gerem esses negócios nas mais variadas qualificações, algumas até mesmo com atuação em mais de um negócio. O quantitativo aumentou 9,19% em relação ao ano passado.
Conforme a Juceal, analisando todas as funções, essas participações são destrinchadas em 81.288 empresárias, 30.154 sócias, 22.469 administradoras, 918 representantes legais e 329 cargos de diretoria.
Entre esses nomes, está Francielly de Lima Rocha. Possuindo uma microempresa desde março de 2019, a empresária conta que liderar um negócio é bastante desafiador, mas que tem aprendido muito. Farmacêutica por formação, ela comanda a empresa Farmácia do Trabalhador do Bairro, situada no bairro Serraria, em Maceió.
“Eu segui a mesma área que meu pai. Como já conhecia, decidi investir nesse setor. Vi realmente como uma oportunidade. Eu me formei em 2017, então a experiência com a empresa foi uma das minhas primeiras práticas na profissão, o que tem sido muito desafiador, mas eu amo muito o que faço. É algo diferente, porque vai além de ser farmacêutica. Eu cuido também da parte de logística, de lidar com os funcionários, da parte de administração, então a gente vai sempre aprendendo”, revela.
Na pandemia, Francielly relata que foi um momento chave, em que teve que se adaptar, investir em delivery, mas que conseguiu fazer a empresa crescer e fidelizar clientes. Como mulher empreendedora, ela conta que o machismo está presente no ambiente de negócios e tenta encarar essas situações de frente.“Eu considero que é um pouco mais difícil para a mulher. Teve momentos em que eu pedia para o meu esposo lidar em alguns casos. Mas não mais, agora eu que cuido de tudo”, exalta.

Outros dados
Ainda segundo a Junta Comercial, as principais seções de atividades econômicas que possuem participação feminina são vistas para comércio (42.347 empresas); alojamento e alimentação (12.888); outras atividades de serviços (9.820); indústrias de transformação (8.483); atividades administrativas e serviços complementares (6.202); atividades profissionais, científicas e técnicas (5.539); educação (4.473); saúde humana e serviços sociais (4.151); transporte, armazenagem e correio (3.058); e construção (2.380).
Enquanto as cidades com maiores números são Maceió (54.239 empresas), Arapiraca (9.060), Rio Largo (3.100), Marechal Deodoro (2.650), Penedo (2.141), São Miguel dos Campos (1.848), União dos Palmares (1.729), Palmeira dos Índios (1.712), Delmiro Gouveia (1.534), Coruripe (1.466), Maragogi (1.332), Pilar (1.114), Santana do Ipanema (987), Teotônio Vilela (938), Satuba (832), Atalaia (779), Campo Alegre (733), Porto Calvo (615), Murici (573) e São Luís do Quitunde (554).
Para o presidente da Juceal, João Gabriel Costa Lins, o Joãozinho, os números divulgados pela autarquia são um importante indicador para políticas públicas.“Vemos que o empreendedorismo feminino tem crescido ano a ano. Os números comprovam isso. Então cabe a nós, como gestores dos entes públicos, entender esses setores e aplicar melhorias para facilitar ainda mais essa área do ambiente de negócios. Com o apoio do Governo do Estado, a Junta Comercial tem sido um facilitador do empreendedorismo e simplificar o registro e licenciamento empresarial para as mulheres também é um objetivo claro”, aponta.
A Juceal é entidade de registro empresarial, responsável pelos processos de abertura, alteração e baixa de negócios, além de ser a administradora da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim) no estado.
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