Meio ambiente

Instituto Biota aciona órgãos federais por causa da morte do elefante-marinho no litoral de AL

Informação foi divulgada neste sábado (4)

Por Maurício Silva 04/04/2026 11h11
Instituto Biota aciona órgãos federais por causa da morte do elefante-marinho no litoral de AL
Instituto Biota confirmou que elefante-marinho encontrado morto em Jequiá da Praia era Leôncio - Foto: Reprodução

A morte do elefante-marinho ‘Leôncio’ segue dando repercussão e o Instituto Biota de Conservação informou neste sábado (4) que acionou órgãos federais para apurar a morte do animal, que foi encontrado morto no dia 31 de março de 2026, na em Jequiá da Praia, no Litoral Sul de Alagoas. Ele tinha aparecido pela primeira vez na costa alagoana no dia no dia 11 do mês passado, no município da Barra de Santo Antônio. 

O Instituto Biota comunicou que acionou o Ministério Público Federal (MPF), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), além do Instituto do Meio Ambiente (IMA) após laudos periciais apontarem que Leôncio foi abatido. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) pede ajuda da população para investigar morte de elefante-marinho.

O animal vinha sendo monitorado pelo Biota desde o dia 11 de março, quando começou a aparecer em praias alagoanas e chamou a atenção de moradores e turistas. Ele tinha ‘sumido’ no dia 27 do mesmo mês e achado morto no dia 31 e no dia 1º de abril o instituto confirmou se tratar de Leôncio.

De acordo com o exame pericial, o animal apresentava traumatismo crânio-facial e fratura completa de osso da face, na região da bochecha, com características compatíveis com impacto por instrumento contundente. Os achados reforçam a hipótese de violência, o que pode configurar crime ambiental contra a fauna, conforme a Lei nº 9.605/98. O IMA vai contribuir com as investigações.

O elefante-marinho, confirmou divulgou o Biota, estava em processo de muda de pelagem, algo considerado comum para a espécie e que pode durar de uma a quatro semanas. Segundo o Biota, durante esse período, era natural que ele permanecesse em faixa de areia para descansar.