Cabo Bebeto aponta falta de repasses do Estado a projeto da UFAL que acolhe animais vítimas de maus-tratos
Parlamentar afirmou que o hospital veterinário ligado ao projeto foi fechado após cortes de verbas federais
O deputado estadual Cabo Bebeto (PL) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), na sessão desta terça-feira (14), para relatar a situação do Grupo de Pesquisa em Equídeos e Saúde Integrada (GRUPEQUI), vinculado ao curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), em Viçosa.
De acordo com o parlamentar, a visita ao local ocorreu na última sexta-feira (11). Ele destacou o trabalho desenvolvido pelo grupo, coordenado pelo professor Pierre, que atualmente presta assistência a cerca de mil animais, entre cães, gatos, cavalos, jumentos e gado.
Durante o pronunciamento, Cabo Bebeto afirmou que o hospital veterinário ligado ao projeto foi fechado após cortes de verbas federais. Na mesma fala, mencionou um acordo firmado em 2023 entre o Governo de Alagoas e o GRUPEQUI para acolhimento de animais vítimas de maus-tratos, incluindo casos de zoofilia e outras formas de violência.
Segundo o deputado, o termo previa que a Secretaria de Estado da Cidadania e da Pessoa com Deficiência (SECDEF), por meio da Superintendência de Defesa dos Animais, repassaria recursos financeiros para custear o atendimento, alimentação e abrigo dos animais encaminhados pelo próprio Estado.
“O acordo está disponível no Portal SEI e previa apoio financeiro para o cuidado desses animais. No entanto, segundo o que foi informado, nenhum repasse foi realizado até agora”, declarou.
Ainda conforme o parlamentar, mesmo sem o recebimento dos recursos, o grupo continua realizando os atendimentos. Ele atribuiu a continuidade do trabalho ao compromisso ético da equipe responsável.
Cabo Bebeto informou que solicitou esclarecimentos formais à SECDEF sobre a não conclusão do termo de fomento e questionou a manutenção do envio de animais à instituição sem a efetivação do apoio financeiro previsto.
Para o deputado, a situação levanta questionamentos sobre o cumprimento de compromissos firmados pelo governo estadual. Até o momento, não houve manifestação oficial do Executivo sobre o caso citado na sessão.
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