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Estudante de medicina emociona em homenagem aos pais no TO: 'O câncer tentou, mas não levou este momento'

Para o estudante Antônio Júnior Arrais, a presença dos pais na cerimônia foi a materialização de uma luta coletiva

Por G1 29/05/2026 11h11
Estudante de medicina emociona em homenagem aos pais no TO: 'O câncer tentou, mas não levou este momento'
Vídeo da cerimônia emocionou internautas - Foto: Reprodução | Instagram

O estudante de medicina Antônio Júnior Arrais, de 32 anos, transformou a Cerimônia do Jaleco em uma celebração da vida ao convidar seus pais, Antônio Arrais Bezerra e Maria de Jesus, para serem seus padrinhos e vestirem o jaleco nele. A homenagem ganhou destaque nas redes sociais, especialmente pela camiseta que o jovem usava, estampada com a frase: "o câncer tentou, mas não levou este momento".

A trajetória da família Arrais nos últimos anos foi marcada pela resiliência diante de três diagnósticos de câncer. O pai, Antônio Arrais, enfrentou um linfoma não Hodgkin em 2021 e um câncer de pele em 2023. Já a mãe, Maria de Jesus, foi diagnosticada com câncer de mama em 2024.

Para o estudante, a presença de ambos na cerimônia foi a materialização de uma luta coletiva, simbolizando que, apesar da agressividade dos tratamentos, a união familiar prevaleceu.

Em seu relato, Antônio Júnior destacou que a convivência com a doença trouxe uma perspectiva dolorosa, mas transformadora: "Quem convive ou já conviveu com o câncer sabe que o maior medo não é apenas a doença, mas a possibilidade de perder quem amamos".

Ele afirmou que o desejo de cuidar das pessoas e lutar pela vida nasceu justamente em meio a essas adversidades, declarando aos pais que, antes mesmo de ele aprender a ciência médica, eles lhe ensinaram o verdadeiro significado da profissão.

Atualmente, a família mantém uma rotina de acompanhamento constante. Maria de Jesus está em remissão após passar por cirurgia e radioterapia.

O quadro do pai é descrito pelo filho como uma "vitória pela medicina" e uma "incógnita", uma vez que todos os linfonodos que estavam ativos desapareceram. Apesar de levarem uma vida normal, a vigilância é contínua.

A cada seis meses, o casal viaja para Barretos (SP) para realizar exames de rotina no Hospital de Amor, garantindo que a doença permaneça sob controle.