Segurança

Maior assaltante de bancos do Brasil estava ‘escondido’ em pousada na Praia do Francês

Paulo Donizete morreu no sábado (30) em confronto com policiais em Marechal Deodoro

Por Maurício Silva 01/06/2026 14h02
Maior assaltante de bancos do Brasil estava ‘escondido’ em pousada na Praia do Francês
Homem morreu no confronto com policiais de Alagoas - Foto: Divulgação

A Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP/AL) informou nesta segunda-feira (1º) que o assaltante Paulo Donizete estava ‘escondido’ numa pousada na Praia do Francês e estava em solo alagoano há mais de 70 dias antes de ser morto em confronto com policiais no sábado (30) em Marechal Deodoro. Ele era apontado pelas agências de inteligência como o criminoso mais procurado do país e o maior assaltante de bancos e carros-fortes do Brasil.

De acordo com informações disponibilizadas pela SSP em coletiva de imprensa, o criminoso havia deixado o estado do Ceará e passou a se estabelecer discretamente no litoral alagoano. Em Alagoas, ele passou a ser monitorado por equipes de inteligência ao longo das últimas semanas.

Paulo Donizete foi localizado em Marechal Deodoro, na Região Metropolitana de Maceió, graças a ação integrada entre Polícia Militar (PM), Polícia Civil (PC), Polícia Federal (PF) e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), que identificaram o paradeiro do foragido em uma pousada na Praia do Francês.

Com a informação onde o suspeito estava, equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) foram acionadas para cumprir um mandado de prisão expedido pela Justiça. A SSP destacou que se planejou previamente para reduzir riscos para moradores e pessoas que estavam na localidade.

De acordo com a SSP/AL, ao perceber a presença das forças de segurança, Paulo Donizeti reagiu efetuando disparos contra as equipes. Houve confronto, e ele foi atingido.

Paulo Donizete


Com mais de duas décadas de atuação criminosa e passagens pelos estados da Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Ceará e São Paulo, Donizeti acumulava processos por latrocínio, roubo qualificado, sequestro e cárcere privado, receptação e associação criminosa.

Especialista nas ações conhecidas como “Novo Cangaço” e domínio de cidades, era apontado como responsável por ataques de grande porte contra instituições financeiras e empresas de transporte de valores, utilizava armamento de grosso calibre, explosivos e técnicas de caráter paramilitar — e tinha histórico de fugas de unidades prisionais de segurança máxima.