Cibele Moura critica perdão judicial concedido à mãe de Henry Borel
Deputada classificou decisão como absurda e defendeu punição aos envolvidos no caso que chocou o país
A deputada estadual Cibele Moura repudiou o perdão judicial concedido a Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, assassinado aos quatro anos de idade, em 2021, em um crime que chocou o país pela brutalidade. A decisão da justiça gerou revolta em grande parte da população.
"Uma mãe foi perdoada depois de ajudar a matar seu filho. É exatamente isso que aconteceu no caso Henry Borel. A juíza do caso disse que essa mãe está perdoada, por que se fosse um homem, nem processado ele seria. É um absurdo jogar essa carta em um país que mata mulheres todos os dias, que mata crianças todos os dias, em um país onde as pessoas são espancadas todos os dias e que a vítima nunca tem justiça sendo feita", desabafou a parlamentar, em vídeo publicado nessa sexta-feira (5), nas redes sociais.
Reconhecida pela atuação marcante em defesa das mulheres, Cibele prosseguiu afirmando que não só o pai de Henry está desesperado em busca de justiça, mas toda a sociedade.
"Vocês sabem que eu defendo as mulheres aqui todos os dias, mas defendo a mulher de bem, a mulher que precisa da Justiça. Agora, um monstro como ela não pode ser considerada mãe. Um monstro como ela tem que ficar atrás das grades o resto da vida. E é por isso que a gente precisa fazer pressão. E esse país só vai pra frente com muita pressão", reforçou a deputada.
Também julgado pelo crime, o então padrasto de Henry, Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, foi condenado a 43 anos de prisão pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo.
Já Monique, deixou a prisão logo após o final do julgamento.
"A decisão causou revolta em todo o país e reacendeu uma pergunta que não quer calar: quem fala por Henry? O tempo passou. A dor do pai não. E a indignação dos brasileiros também não!", concluiu Cibele Moura.
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