Justiça cobra explicações de instituto e acirra guerra das pesquisas em Alagoas
TRE-AL deu prazo de 24 horas para que a TDL Pesquisa apresente documentos que comprovem a regularidade da contratação
A disputa em torno das pesquisas eleitorais para o Governo de Alagoas ganhou um novo capítulo. O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) deu prazo de 24 horas para que a TDL Pesquisa apresente documentos que comprovem a regularidade da contratação e do pagamento do levantamento registrado sob o número AL-04608/2026, após questionamentos apresentados pelo MDB.
A decisão foi proferida na noite desta sexta-feira (26) pelo juiz auxiliar da Propaganda, desembargador eleitoral Leo Dennisson Bezerra de Almeida, diante de novos elementos levados ao processo pelo partido.
O principal questionamento envolve a empresa R B Dantas Ltda., apontada no registro da pesquisa como contratante e responsável pelo pagamento do levantamento. Em nota pública, a empresa afirmou que não contratou a pesquisa, não autorizou a emissão da Nota Fiscal de Serviço Eletrônica nº 68 e também não realizou qualquer pagamento pelo serviço.
A TDL Pesquisa pertence ao empresário Tadeu Lira, primo do deputado federal Arthur Lira. O levantamento contestado apontava vantagem do ex-prefeito JHC na corrida pelo Governo de Alagoas.
Na decisão, o magistrado destacou que os fatos apresentados pelo MDB são relevantes por envolverem informações obrigatórias exigidas pela Justiça Eleitoral, como a identificação do contratante, a origem dos recursos utilizados, o responsável pelo pagamento e a documentação fiscal da pesquisa.
Apesar da nova controvérsia, o TRE-AL não determinou a suspensão da divulgação do levantamento. Como a pesquisa já havia sido publicada, o desembargador entendeu que é necessário garantir o direito ao contraditório antes de analisar um eventual pedido de tutela de urgência.
A Justiça determinou que a TDL Pesquisa apresente, se existirem, o contrato de prestação de serviços, autorização da empresa R B Dantas Ltda. para a contratação ou emissão da nota fiscal, comprovantes de pagamento, documentos que comprovem a origem dos recursos utilizados e esclarecimentos sobre a nota divulgada pela empresa indicada como contratante.
Encerrado o prazo de 24 horas, o processo voltará à análise do relator, que decidirá se há elementos para conceder ou não a liminar solicitada pelo MDB.
O episódio amplia a chamada guerra das pesquisas em Alagoas, marcada por sucessivos questionamentos judiciais envolvendo levantamentos eleitorais divulgados às vésperas da intensificação da pré-campanha. Até o momento, porém, a decisão do TRE-AL não reconhece qualquer irregularidade na pesquisa, limitando-se a exigir documentos e esclarecimentos antes de uma nova avaliação do caso.
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