Acusado de participação indireta em ataque a tenente da PM morre em tiroteio
O homem foi baleado na manhã desta quarta-feira (1º) após confrontar equipes policiais na região de Guaianases
Um homem suspeito de participar indiretamente da tentativa de homicídio contra o tenente da PM Ronickson Pimentel dos Santos — irmão de Eloá Pimentel, jovem assassinada em 2008 — morreu após um confronto com agentes da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), da Polícia Militar, na manhã desta quarta-feira (1º), na região de Guaianases, Zona Leste de São Paulo.
De acordo com a PM, equipes foram até o local após receberem uma denúncia sobre a suposta participação do indivíduo no crime contra o oficial, ocorrido no último fim de semana. Durante a averiguação, o homem confrontou os policiais e foi atingido. Ele chegou a ser socorrido e levado a uma unidade de saúde local, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
A ocorrência foi apresentada no 68º Distrito Policial para o devido registro. A eventual participação do homem no atentado contra o oficial da PM será objeto de investigação por parte da polícia judiciária.
O g1 procurou a Secretaria de Segurança Pública (SSP) que informou, por meio de nota, que não atribui ao suspeito morto a participação direta no ataque ao tenente Ronickson Pimentel, mas confirmou que a Rota foi ao local para checar uma denúncia de possível participação no caso.
A ocorrência, segundo a pasta, "foi registrada como morte decorrente de intervenção policial e segue sob investigação" da Polícia Civil.
"A Polícia Militar esclarece que não atribui ao homem morto nesta quarta-feira (1º) a condição de suspeito da tentativa de homicídio contra o Tenente Pimentel. As equipes da PM foram ao local, em Guaianases, para averiguar denúncia sobre eventual participação indireta no crime. Durante a abordagem, o indivíduo reagiu armado contra os policiais e foi atingido na intervenção. A ocorrência foi registrada como morte decorrente de intervenção policial e segue sob investigação", disse a SSP.
Atentado foi planejado por quatro meses
O atentado contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, baleado na cabeça no último sábado (27), em São Caetano do Sul, foi planejado durante quatro meses, segundo a Polícia Civil.
A investigação aponta que os criminosos monitoraram a rotina do policial desde fevereiro e já identificou um dos suspeitos de participar dos disparos.
Imagens do sistema de monitoramento de São Caetano do Sul mostram um carro branco, utilizado na logística da fuga dos atiradores, circulando desde fevereiro por endereços ligados ao tenente. O veículo foi encontrado na noite de terça-feira (1º) em um estacionamento no bairro de Guaianases, na Zona Leste de São Paulo.
O carro foi apreendido e encaminhado para perícia no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação do caso. A proprietária do estacionamento prestou depoimento aos investigadores.
O tenente é irmão de Eloá Pimentel, assassinada aos 15 anos pelo ex-namorado Lindemberg Fernandes Alves, em outubro de 2008. Desde o ataque, ele permanece internado no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, na Grande São Paulo, onde foi submetido a uma cirurgia na cabeça.
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