Polícia

PC investiga morte brutal de adolescente e apura ligação com tráfico de drogas

Vítima foi identificada como Francisco Guilherme Gomes da Silva, de 15 anos

Por Giulianna Albuquerque 10/07/2026 15h03 - Atualizado em 10/07/2026 15h03
PC investiga morte brutal de adolescente e apura ligação com tráfico de drogas
Francisco Guilherme Gomes da Silva, de 15 anos - Foto: Arquivo pessoal

A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) iniciou a investigação da morte do adolescente Francisco Guilherme Gomes da Silva, de 15 anos, encontrado com sinais de extrema violência em uma área de mangue por trás do Campo do Botinha, no bairro do Vergel do Lago, em Maceió, nessa quinta-feira (9). A principal linha de investigação considera a possibilidade de o crime ter relação com o tráfico de drogas, embora a vítima não tivesse antecedentes criminais.

Segundo o delegado Daniel Aquino, responsável pelo caso, a forma como o homicídio foi praticado chama a atenção dos investigadores. A vítima apresentava ferimentos graves e havia indícios de tentativa de decapitação, característica que, de acordo com a polícia, pode estar associada a execuções promovidas por grupos criminosos.

As investigações apontam ainda que o adolescente estava desaparecido havia pouco mais de 24 horas. Ele teria saído de casa para jogar futebol e não retornou. O corpo foi localizado em uma área de vegetação de difícil acesso, conhecida pela atuação de facções criminosas.

Durante a perícia, foi encontrado um pedaço de madeira com manchas de sangue, compatíveis com os ferimentos na cabeça da vítima. O material será analisado e pode ajudar a esclarecer a dinâmica do crime. A suspeita é de que o assassinato tenha ocorrido no mesmo local onde o corpo foi encontrado.

A Polícia Civil trabalha agora para reconstruir os últimos passos da vítima. Equipes buscam imagens de câmeras de segurança e colhem depoimentos de testemunhas que possam contribuir para a identificação dos autores. Qualquer informação que possa ajudar na elucidação do caso pode ser repassada, de forma anônima, por meio do Disque Denúncia, no telefone 181. O sigilo é garantido.