Pastor diz que Albino Santos aparentou estar feliz após morte de casal em Maceió
Informação foi dada durante depoimento em mais um tribunal do júri do réu
O pastor de uma igreja frequentada por Albino Santos de Lima, conhecido como Serial Killer de Maceió, afirmou durante depoimento ao Tribunal do Júri que o réu aparentou estar feliz com a morte de John Lennon Santos Ferreira, de 20 anos, e Débora Vitória Silva dos Santos, de 21. O casal foi assassinado a tiros em 18 de dezembro de 2023, no bairro do Vergel do Lago, em Maceió.
Segundo o relato da testemunha, repassado pela assessoria de imprensa do Ministério Público Estadual (MPAL), Albino voltou a frequentar a igreja cerca de 15 dias após o duplo homicídio e fez um comentário relacionando as mortes a uma suposta compra de “moto roubada”. Questionado pelo promotor se havia percebido satisfação no comportamento do acusado após o crime, o pastor reafirmou seu relato.
“Está vendo aí, foi comprar moto roubada, deu no que deu”, teria dito Albino, conforme o depoimento. A testemunha também contou que John Lennon e Débora integravam o grupo de louvor da igreja e relatou episódios anteriores envolvendo o réu, incluindo uma denúncia de que ele estaria gravando a esposa de John Lennon com um celular.
O pastor afirmou ainda que o acusado teria comparecido armado aos cultos e relatou uma situação em que John Lennon chamou sua atenção para o comportamento de Albino em relação às pernas de uma menina.
Este é o 10º julgamento consecutivo do réu. Até o momento Albino acumula uma condenação recorde que já ultrapassa a marca de 234 anos de reclusão por múltiplos assassinatos na capital, ocorridos entre 2023 e 2024.
O Ministério Público de Alagoas (MPAL), sustentaa as qualificadoras de motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa das vítimas. A acusação é baseada nos laudos da Polícia Científica e nos arquivos extraídos do celular de Albino, onde ele mantinha pastas organizadas com fotos, dados e o monitoramento das redes sociais de suas vítimas, o que demonstraria a premeditação dos crimes.
Já a defesa sustenta a tese de incapacidade civil, apontando que o réu não estaria em pleno juízo no momento dos crime, por sofrer de transtornos psicológicos graves e esquizofrenia.
Relembre o caso
Na noite do crime, o casal caminhava pelas ruas do Vergel do Lago quando foi surpreendido por disparos de arma de fogo. John Lennon foi atingido por cinco tiros na região da cabeça e das costas, morrendo na hora.
Débora Vitória foi baleada com um tiro no tórax/estômago. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.
À época, a Polícia Civil apontou que o alvo principal dos executores era John Lennon devido a uma desavença envolvendo a compra de uma motocicleta, e que Débora teria sido vitimada por estar ao lado dele.
No entanto, com o avanço das investigações do Núcleo de Homicídios, a perícia balística conectou a arma utilizada no crime diretamente à sequência de assassinatos planejados pelo ex-agente penitenciário.
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