Justiça

Audiência do caso Cláudia Pollyanne é adiada após ausência dos réus

Réus não compareceram pois foi alegado que não haviam recursos suficientes para videochamada

Por Alysson Rhomeo* 29/10/2026 12h12 - Atualizado em 29/10/2026 13h01
Audiência do caso Cláudia Pollyanne é adiada após ausência dos réus
Comissão de Amigos de Claudia Pollyanne mantém a luta por justiça - Foto: Reprodução

A audiência de instrução do processo sobre a morte da esteticista Cláudia Pollyanne Farias de Sant’Anna foi remarcada para 4 de dezembro. A juíza Fabíola Melo Feijão chegou a abrir a sessão nesta quinta-feira (29), mas precisou suspendê-la porque os réus, que estão presos preventivamente, não participaram.

Segundo informação extraoficial, não havia estrutura disponível naquele momento para que os acusados acompanhassem a audiência por videoconferência. A Justiça determinou que as testemunhas sejam ouvidas presencialmente.

O Ministério Público de Alagoas é representado no caso pelo promotor de Justiça Adriano Jorge. O advogado Napoleão Lima Júnior atua como assistente de acusação.


O caso


Cláudia morreu em 9 de agosto de 2025, depois de passar pela comunidade terapêutica Luz e Vida, em Marechal Deodoro
. Segundo o laudo cadavérico, a causa da morte foi insuficiência respiratória aguda, associada a traumatismos cranianos e intoxicação medicamentosa. O exame também identificou múltiplas lesões traumáticas em diferentes estágios de evolução.

Os exames toxicológicos encontraram diversas substâncias medicamentosas no organismo da esteticista. Entre elas estava a carbamazepina, em concentração acima do nível considerado tóxico. Os resultados fazem parte do conjunto de provas reunido para esclarecer as circunstâncias da morte.

A perícia também aplicou luminol no imóvel para identificar vestígios de sangue, inclusive em superfícies que poderiam ter sido limpas. Houve reação positiva em pisos e paredes de vários cômodos da clínica, entre eles áreas dos alojamentos masculino e feminino. Foram coletadas amostras para exames de DNA, que devem indicar a origem do material.

Maurício Anchieta de Souza e Jéssica da Conceição Vilela, apontados como donos da comunidade terapêutica, estão presos preventivamente por decisão judicial. Os dois também respondem a outro processo, que apura denúncias de estupro, tortura e outros crimes contra pessoas acolhidas na instituição.

*Estagiário sob supervisão