Perto da seleção, Ancelotti tem pior temporada no Real e apanha em clássico
O Ancelotti versão 2024/25 acumula marcas negativas, não conseguiu superar o maior rival (Barcelona) e tem dificuldades para tirar o melhor de seus jogadores
O currículo de Carlo Ancelotti não deixa dúvidas: o italiano é o maior vencedor da Champions League como técnico (cinco títulos) e é o único a conquistar as cinco maiores ligas europeias — Inglesa, Espanhola, Alemã, Francesa e Italiana — no banco de reservas. Só que, às portas de um possível anúncio como treinador da seleção brasileira, o momento é de turbulência.
O Ancelotti versão 2024/25 acumula marcas negativas, não conseguiu superar o maior rival (Barcelona) e tem dificuldades para tirar o melhor de seus jogadores.
É a temporada com mais derrotas na história do treinador no Real Madrid. Para efeito de comparação, na temporada passada o time só perdeu dois jogos; o pior registro da parceria foi em 2022/23, quando o time foi derrotado 12 vezes.
Nas últimas dez temporadas, apenas uma vez uma equipe treinada por Ancelotti havia perdido tantas vezes: foi em 2020/21, quando o italiano comandou o Everton, um time com pretensões muito mais modestas — foram 15 derrotas em 41 partidas.
Com Ancelotti, o Real Madrid se vê distante de qualquer chance de título na temporada. Faltando três rodadas, está sete pontos atrás do Barcelona no Campeonato Espanhol.
Um técnico cansado
No início deste ano, em conversa privada com um colega de profissão, o técnico disse que estava cansado da pressão e das exigências de comandar o Real Madrid, especialmente após ganhar duas edições da Champions nos últimos três anos.
Nas últimas semanas, o cansaço tornou-se difícil de esconder. Nas entrevistas, Ancelotti adotou uma postura menos paciente que de costume.
No domingo, após a derrota por 4 a 3 contra o Barcelona, ouviu uma pergunta incômoda: "Este último mês pode manchar ou colocar uma sombra na sua passagem de quatro anos pelo Real Madrid?".
A resposta veio seca: "Cada um pode fazer a avaliação que quiser".
O questionamento, embora incisivo, tem justificativa. Pela primeira vez nas seis temporadas à frente do Real Madrid — em duas passagens — Ancelotti perdeu quatro vezes para o Barcelona.
Mais do que isso, foi goleado em duas partidas, sofreu 16 gols e perdeu dois títulos em confrontos diretos: a Supercopa da Espanha e a Copa do Rei; nos próximos dias, o número pode aumentar com a iminente conquista da Liga Espanhola pelos catalães.
As quatro derrotas para o Barcelona se somam a outras nove e elevam para 13 o número de jogos perdidos na temporada. Pode parecer uma cifra normal para a maioria das equipes, mas não para um Real Madrid comandado por Ancelotti.
Capítulo perto do fim
O desempenho abaixo da média na temporada do Real Madrid já sacramentou o futuro do treinador, que avisou os jogadores há duas semanas que deixaria o clube.
O provável substituto é Xabi Alonso, que sairá do Bayer Leverkusen ao final do Campeonato Alemão. No Mundial de Clubes, a tendência é que um interino dirija a equipe da capital espanhola.
Nesse contexto, o Real Madrid deve oficializar a saída do italiano nos próximos dias, o que abriria caminho para um anúncio da CBF. Só que a entidade que rege o futebol brasileiro passa por um novo período conturbado politicamente, que pode acabar com o afastamento do presidente Ednaldo Rodrigues.
O cenário pode atrasar ou até inviabilizar um acordo. Hoje, inclusive, tem um capítulo importante: audiência na Justiça do Rio para verificar se uma das assinaturas do acordo que "apaziguou" a eleição de Ednaldo foi mesmo dada pelo Coronel Nunes, um dos ex-dirigentes da CBF.
À espera dos próximos movimentos de ambos os lados, a frieza dos números mostra que o Carlo Ancelotti de maio de 2025 vive um momento profissional mais complicado e contestado que o de dois anos atrás, quando também esteve perto de um acordo para comandar a seleção brasileira.
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