Moradores da zona rural de Maragogi sofrem com péssima iluminação pública
Assentamentos Bom Jesus, Caramuru, Melos, Mangibura e Costa Dourada estão indignados
Viver em determinados locais da zona rural de Maragogi no período da noite faz lembrar a época da primeira metade do século 20: uma escuridão toma conta dos assentamentos rurais do município da região Norte de Alagoas. Os moradores estão inconformados com o péssimo serviço de iluminação pública.
O problema é mais grave nos assentamentos: Bom Jesus, Caramuru, Melos, Mangibura e Costa Dourada. Nessas determinadas vivem mais de 500 famílias e a escuridão toma das localidades e o medo por partes dos moradores é enorme. A violência vem crescendo nos últimos anos e as pessoas fecham as portas a partir das 18h30 amedrontadas. Nas estradas vicinais, um verdadeiro apagão toma conta do caminho.
No assentamento Bom Jesus os moradores da comunidade receberam energia elétrica há 17 anos, mas a iluminação pública ainda não chegou para muitas pessoas. As luzes dos postes estão acesas apenas na região central da localidade, mas nas moradias mais afastadas, a escuridão toma conta. A indignação da comunidade é ainda maior pelo motivo que na conta mensal de energia, a contribuição de iluminação pública sempre é cobrada.
Seu Benedito mora no Bom Jesus há 14 anos e não se conforma com a situação. “Os postes estão aqui no assentamento, mas muitos estão sem as luzes. Tenho uma deficiência e moro aqui com a minha esposa e meus três filhos. Mas nunca colocaram postes aqui perto da minha residência. Gastei mais de mil reais à época com compras de fios para ter acesso a energia elétrica”, contou.
No assentamento Costa Dourada, onde tem uma escola municipal, nas redondezas da instituição de ensino, uma escuridão toma do caminho. Em muitos assentamentos, algumas lâmpadas de postes queimaram há cerca de dois anos foram queimadas e ainda não foram substituídas. Em alguns postes, nem lâmpada existe.
O 7Segundos entrou em contato com a assessoria de comunicação da Prefeitura de Maragogi, mas até a publicação dessa matéria ainda não obteve respostas para os questionamentos.
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