Ameaça de nova paralisação de caminhoneiros lota postos
A ameaça de uma nova greve dos caminhoneiros já causa apreensão em condutores de veículos automotores e em alguns estados do Nordeste postos de gasolina já começam a apresentar grandes filas desde o último sábado (1º).
Uma postagem da rede de postos PetroMega nas redes sociais a respeito de uma possível nova paralisação de caminhoneiros provocou apreensão e corrida a postos de combustíveis. No Instagram, a companhia disse haver “fortes evidências” de uma nova paralisação e mobilizou motoristas que passaram a fazer filas enormes em vários postos do Grande Recife para tentar abastecer.
Postos ficaram cheios em Piedade e Candeias, em Jaboatão dos Guararapes, e em quase toda a Avenida Norte, no Recife. No Parnamirim, em Casa Amarela, em Beberibe, na Zona Norte da capital, os postos também ficaram lotados.
O presidente da da Sindicombustíveis-PE, Alfredo Pinheiro Ramos, descartou a possibilidade de desabastecimento e disse que o risco de uma greve como a anterior é “remoto”.
O presidente de Suape, Carlos Vilar, informou estar monitorando a informação de que pode haver uma possível nova paralisação dos caminhoneiros. Segundo ele, por enquanto não há nada de oficial de nenhum órgão ou sindicato que possa sugerir que os caminhoneiros vão, mais uma vez, cruzar os braços.
A postagem nas redes sociais recebeu uma enxurrada de críticas dos internautas. Muitos diziam que a rede PetroMega havia se precipitado e que "teriam que se responsabilizar caso a história não ocorra". Já outros preferiram apoiar a postagem, dizendo que, "o melhor a fazer, é abastecer logo o carro".
O preço do diesel é variável de acordo com o dólar. Como a moeda americana está elevada, acaba elevando também o valor do diesel. Nos últimos dias, o diesel subiu até 14%, por conta da alta do dólar, o que praticamente anulou o subsídio de R$ 0,46 dados pelo governo federal no diesel até o final de 2018. Os caminhoneiros usam diesel para poder abastecer e rodar o País levando produtos.
Possível greve depois do feriado
Em nota divulgada pela UDC (União dos Caminhoneiros do Brasil), caminhoneiros da entidade dizem que farão uma mobilização após o feriado de 7 de Setembro e por tempo indeterminado.
A lei que estabeleceu a nova política de frete prevê revisão dos pisos mínimos caso o combustível tenha oscilação superior a 10%, para acomodar o aumento de custos dos caminhoneiros.
Durante esta sexta, circularam em aplicativos de trocas de mensagens áudios, cuja autenticidade não foi comprovada, convocando para paralisação a partir da madrugada de segunda (3).
A Abcam confirma ter detectado focos de insatisfação por aplicativos de trocas de mensagem, mas diz ainda não ver mobilização suficiente para nova paralisação.
Na primeira paralisação, que teve liderança dispersa, as redes sociais foram importante instrumento de mobilização.
"A associação, que sempre acreditou no diálogo, fará o possível para evitar uma nova paralisação", disse a Abcam, em nota divulgada nesta sexta-feira.
ANTT
Por meio de nota publicada em seu site, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que vai atualizar a tabela de frete, por conta da oscilação acima de 10% no preço do óleo a diesel em comparação ao previsto na tabela anterior.
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