Decisões de presidente interino do Senado geram mal-estar na Casa
Eleição ocorre nesta sexta-feira
As decisões tomadas nesta sexta-feira (1º) pelo presidente interino do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), geraram mal-estar na Casa.
Alcolumbre exonerou o secretário-geral da Mesa, Luiz Fernando Bandeira Mello, e tomou decisões em série sobre a eleição para presidente do Senado, marcada para a noite desta sexta.
Davi Alcolumbre está como presidente interino por ser o único integrante da Mesa Diretora anterior que permanece com mandato.
Segundo informado, Alcolumbre deseja presidir a sessão que vai eleger o próximo presidente do Senado.
Ele é candidato e, na interpretação de Bandeira de Mello, não poderia, pelo regimento, presidir a sessão. O senador, então, não teria gostado da interpretação.
Mesmo que a decisão vise atingir o senador Renan Calheiros (MDB-AL), outro candidato à presidência do Senado, o servidor é respeitado por parlamentares pelo perfil técnico e tem boa relação com as mais diversas alas ideológicas da Casa.
Bandeira foi nomeado e reconduzido como secretário-geral da Mesa pelo próprio Renan, em outro momento em que o político alagoano presidiu o Senado. Agora, ele foi dispensado da função, mas continuará trabalhando na Casa.
"Se isso [exonerar Bandeira] não é aproveitar-se da interinidade para se beneficiar, não sei o que é”, afirmou um deles, lembrando que Alcolumbre é candidato à Presidência da Casa legislativa.
A eleição para o próximo biênio à frente do Senado, que acontece nesta sexta-feira (1), tem sido marcada por decisões em série, influenciadas pelas mais diferentes alas da Casa legislativa com interesses na eleição, como informou o blog da Júlia Duailibi.
Uma delas, que também gerou mal estar e já foi revogada por Alcolumbre no mesmo ato que exonerou Bandeira do cargo na Mesa, determinava que o comando da sessão de hoje fosse do senador mais idoso, José Maranhão (MDB-PB), antigo aliado de Renan.
A decisão foi vista como uma manobra, na opinião de outros parlamentares , sob interpretação do próprio Bandeira e para beneficiar Renan.
“Tenho o maior respeito e boa relação com Bandeira. Pode ter gerado mal estar interno sua exoneração, mas ele não poderia ter tomado algumas decisões que o colocaram acima até dos senadores”, afirmou o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AL).
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