Juiz aplica falta grave e semiaberto do goleiro Bruno é adiado para 2023
Defesa de ex-goleiro de Flamengo e Atlético irá recorrer de sentença de magistrado em Varginha, onde o ex-atleta do Flamengo cumpre pena
O goleiro Bruno Fernandes, que atuou no Flamengo e Atlético-MG, foi condenado no processo que apura falta grave ao deixar o local de trabalho na Apac (Associação de Proteção e Assistência ao Condenado) de Varginha, onde cumpre pena, para ir a um bar na mesma cidade do Sul de Minas Gerais, em outubro de 2018, onde teria se encontrado com duas mulheres.
Na prática, segundo o advogado que o defende, Fábio Gama, Bruno perdeu o direito de pedir a progressão para o regime semiaberto antes de 9 de fevereiro de 2023.
A defesa entente que o ex-goleiro tinha direito de deixar o regime fechado desde outubro passado, mas, agora, com a pena aplicada pelo juiz Tarcísio Moreira de Souza, da 1ª Vara Criminal de Execuções Penais em Varginha, o pedido não poderá ser feito antes de 9 de fevereiro de 2023.
O advogado irá recorrer:
— O magistrado aplicou a pena de falta grave. Considerou que Bruno teria usado o telefone celular para conversar com pessoas estranhas. No entendimento do juiz, Bruno não poderia conversar com a repórter da TV Alterosa, ou seja, com pessoas que não estava autorizado. Desta forma, ele perdeu o direito ao semiaberto. Perdeu 1/3 da remissão da pena.
A ida de Bruno ganhou repercussão após a TV Alterosa, emissora com sede em Minas Gerais, divulgar uma reportagem na qual o goleiro foi flagrado num bar, onde havia mulheres e bebidas alcóolicas. A imagem não mostra Bruno consumindo a bebida. o ex-goleiro também foi flagrado trocando mensagens pelo telefone com pessoas fora do presídio.
No horário da ida ao bar, ele deveria estar trabalhando na Apac. A defesa do ex-goleiro disse que Bruno foi vítima de armação.
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