Polegar, Balão Mágico e Trem da Alegria: a volta do terror dos anos 80
Grupos musicais que fizeram sucesso nos anos 80 retornam à ativa mesmo sem ninguém pedir por isso
Quando um revival começa a exumar uns mortos bem mortos mesmo, é que chegou a hora de parar com a brincadeira. O saudosismo dos anos 80 já provocou uns retornos divertidos, uns bizarros, alguns desastrosos, outros bem sucedidos e agora está chegando nos últimos dos últimos.
O Balão Mágico, com Mike, Toby e Simony retornou em 2018, mesmo sem ninguém pedir. Ficou aquela coisa meio grotesca de três adultos já beirando os 40 anos cantando as canções mequetrefes que eram criadas para quem era criança nos anos 80. É até curioso imaginar um show dessa turma e também o público que se dispõe a ir a uma apresentação dessas. Deve ser um espetáculo triste de se ver.
Pode até ser que o site do Balão Mágico esteja desatualizado, mas o fato é que na agenda constam apenas seis shows em 2018. Em 2019 não há agenda divulgada e nenhum anúncio de show, o que leva a crer que a aventura saudosista já chegou ao fim.
Bem, e aí, mais recentemente, já em 2019, aconteceu o anúncio do retorno do Trem da Alegria. Na formação estão confirmados Patrícia Marx e Luciano, que estavam no grupo nos anos 80. O Trem também fez bastante sucesso naquela década, marcando bastante os dois artistas. Patrícia teve de lutar durante muitos anos para deixar de ser lembrada apenas por este seu trabalho e por ser uma cantora-mirim. A moça deu um duro danado, lançou diversos discos em que mostrou bastante talento e se arriscou até por estilos que tinham pouco público no Brasil. O resultado disso é que ela foi sumindo aos poucos e fez até um post nas redes sociais falando que não tinha mais espaço para fazer shows. Daí, o que ela faz? Decide voltar com o Trem.
É possível entender que promover um retorno como esse é uma maneira de voltar a aparecer na mídia, de se apresentar por aí e ganhar algum dinheiro. Mas, especificamente no caso de Patrícia Marx, é um passo atrás. Voltará a ser marcada por esse grupo e por essa fase de sua carreira que ela desejou ficar longe. Para a Simony tanto faz, afinal, nas últimas décadas, fora do Balão Mágico (o programa), ela foi muito mais lembrada por alguns casos pessoais conturbados do que por qualquer música ou disco que tenha lançado. É uma pena para Patrícia, que merece muito mais.
E aí chegamos ao glorioso Polegar. Dia desses, Rafael Ilha anunciou que sua banda retornará à ativa e com, segundo palavras dele, “uma pegada rock”. Bem, há alguns anos o grupo — que fez um certo sucesso no fim dos anos 80 e início dos 90 — ensaiou um retorno e fez até umas duas aparições em programas de TV. Não deu certo, afinal ali quase ninguém é músico, ninguém compõe e só um ou outro sabe tocar realmente.
O Polegar já era ruim quando começou, imagine agora, quando ninguém nem lembra mais da banda a não ser uma meia dúzia de quarentões que já não se importam mais com música e nem com shows ao vivo. O mais interessante é que um número total de zero pessoas pediu o retorno do grupo, né? Quem é que pagaria para ver Rafael fazendo mímica no palco? Que dureza.
Enfim, está mais do que na hora de botar um ponto final nesse revival dos anos 80. Já ultrapassou qualquer limite razoável. Daqui a pouco voltam com o quê? Holograma do Renato Russo? Sandy e Junior? Opa! Esses dois já falaram que estão de volta também.
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