"Já perdi trabalhos por causa de espinhas", diz Ana Hickmann
Apresentadora afirmou que episódios aconteceram na adolescência
Quem vê Ana Hickmann à frente do Hoje em Dia e estrelando diversas campanhas publicitárias não imagina que, quando mais jovem, ela perdeu trabalhos por conta de um problema de pele: as famosas espinhas.
"Eu tive, dos 14 aos 22 anos, brigas 'homéricas' com as espinhas, sempre sofri muito com isso, minha família inteira tem — só que no meu caso, como modelo, atrapalhava demais. E eu sou da geração em que aplicativos de edição e Photoshop, por exemplo, não existiam. Cheguei ao ponto de perder trabalhos muito importantes", disse a apresentadora, de 38 anos, da Record TV.
A 'batalha' contra as erupções no rosto foi vencida quando ela começou um tratamento a base de isotretinoína — substância conhecida pelo nome comercial do remédio pioneiro, o Roacutan —, que durou cerca de oito meses e aparentemente havia resolvido. O que nem a própria Ana esperava era que, depois dos 30, o problema voltaria, e ela teria de lidar com a AMA (Acne da Mulher Adulta).
O que é a acne?
A acne é uma inflamação nas glândulas sebáceas da pele. Os poros são bloqueados, aumenta-se a produção de sebo e, quando a inflamação avança, surgem os cravos e espinhas.
Qual a diferença entre acne adulta e na adolescência?
undefined
Muitas pessoas ainda acham que acne é um problema exclusivamente de adolescentes, mas, a cada ano, o número de adultos lutando contra ela só cresce. Quando se é jovem, as espinhas costumam aparecer na famosa 'zona T' — testa, nariz e parte superior das bochechas — e têm a ponta amarela. Já na fase adulta, na maioria dos casos as erupções são mais avermelhadas e acontecem na parte inferior do rosto — queixo, mandíbula e pescoço —, conhecida como 'zona U'.
O que leva uma adulta a ter acne?
Diversos motivos podem influenciar no surgimento de espinhas em mulheres acima dos 25 anos, como dieta, estresse, tabagismo, exposição excessiva ao sol, oleosidade e alterações hormonais. A ideia de que a acne é um processo infeccioso, como se acreditou por muito tempo, é rechaçada pelo dermatologista Marco Rocha, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
"Existe uma bactéria na acne, mas ela não é infecciosa. Se eu analisar a quantidade dessa bactéria específica na sua ou na minha pele, é tudo igual, assim como na de toda a população. O que muda é como a sua pele enxerga e interage com a bactéria", disse, durante evento da Bayer realizado em São Paulo, nesta semana.
O médico, então, destacou um novo fator que pode causar o problema, tratado na pesquisa "Moulação do Receptor Toll-Like 2 na glândula sebácea pelo tratamento da acne na mulher adulta", comandada por ele: a genética.
"A gente conseguiu provar que existe um receptor nessa interação, um elo de ligação. O que eu fiz na pesquisa foi quantificar esse receptor. Peguei pele de pacientes adultos com acne e de pessoas da mesma faixa etária, mas sem acne, e quantifiquei os receptores. A primeira coisa que eu descobri foi que quem tem acne tem uma quantidade enorme de receptores — quanto mais receptores, mais acne. As pessoas que não sofrem com isso têm bem menos receptores. E o que determina quantos receptores você vai ter é a informação genética".
Como tratar a acne adulta?
Apesar de parecer não dar descanso à pele, a doença crônica pode ser controlada, se os fatores causadores — exceto a genética — forem tratados. Segundo a médica Thaís Proença, co-autora de "Acne na mulher adulta: um guia para a prática clínica", cuidar da AMA exige um olhar amplo sobre os hábitos, que podem ir desde o uso de cosméticos sem a devida limpeza da pele até dormir pouco.
"Há pesquisas publicadas que mostram que as mulheres que trabalham 'fora' têm mais acne do que as que realizam apenas serviços domésticos. É muito difícil hoje em dia a mulher conciliar o trabalho de casa, ser mãe e ter a vida profissional. Ela acumula essas tarefas e acaba gerando um estresse. Por isso, as mulheres têm que 'desligar' e ter um sono bom".
Dicas para controle de espinhas
? Tocar pouco o rosto para não transferir sujeira à pele;
? Não espremer cravos e espinhas;
? Lavar o rosto duas vezes ao dia;
? Usar hidratantes sem óleo para evitar ressecamento;
? Beber bastante água e manter uma alimentação saudável baseada em alimentos integrais, peixess, castanhas, cereais, frutas, verduras e legumes;
? Não exagerar no consumo de bebidas alcoólicas e cafeína
? Praticar exercícios regularmente
Tratamento a base de remédios
O combate à AMA pode ser feito por meio de pílulas anticoncepcionais e substâncias específicas, como a isotretinoína. No entanto, o tratamento varia de pessoa para pessoa e, por isso, sempre deve-se procurar um dermatologista.
Veja também
Últimas notícias
Maior pacote de concursos públicos de AL já conta com 1.396 vagas em oito órgãos
Corpo encontrado na Praia da Avenida pode ser de homem desaparecido em Marechal Deodoro
Vereador investigado por rachadinha assume liderança do PL na Câmara de Maceió
Decisão da Justiça altera bancada de Rodrigo Cunha na Câmara Municipal
Promessa de protagonismo e afagos: como foi o encontro entre JHC e Kil Freitas
Dois acusados de estupro de vulnerável são presos em Arapiraca
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Jovem morre após complicações de dengue hemorrágica em Arapiraca
Estudantes se formam na Uninassau Arapiraca e descobrem que curso não é reconhecido
Com avanço das obras, novo binário de Arapiraca já recebe sinalização e mobiliários urbanos
