Bolsonaro em Israel: "Juntas, nossas nações podem alcançar grandes feitos"
Presidente aterrissou por volta das 4h de hoje no aeroporto Internacional Ben Gurion, perto de Telaviv e foi recebido pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu
No primeiro discurso após chegar para a visita de quatro dias a Israel, o presidente da República Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que pretende fortalecer a parceria entre os países. Ele aterrissou por volta das 4h de hoje no aeroporto Internacional Ben Gurion, perto de Telaviv e foi recebido pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
"Eu e meu amigo Netanhayu queremos aproximar nossos povos, nossos militares, nossos estudantes, nossos cientistas, nossos empresários e nossos turistas. (...) Os israelenses e os brasileiros compartilham valores, tradições culturais, apreço à liberdade e à democracia. Juntas, nossas nações podem alcançar grandes feitos. Temos que explorar esse potencial, e é isso que pretendemos fazer nessa visita", declarou, em português.
Em um gesto de especial atenção que não tem com todos os líderes que chegam ao país, Netanyahu recebeu o colega brasileiro pessoalmente com uma cerimônia de honra no aeroporto.
A visita do mandatário brasileiro acontece a poucos dias das eleições em Israel. Netanyahu, que está há quase 13 anos no poder, busca um quinto mandato nas eleições legislativas de 9 de abril."Em janeiro [quando Netanyahu esteve em Brasília para presenciar a posse de Bolsonaro] abrimos um novo caminho na nossa relação. E depois de apenas três meses acontece sua primeira visita a Israel para levar nossas relações a uma nova fase", declarou o israelense.
Segundo o primeiro-ministro, Bolsonaro lidera "a maior delegação que chegou a Israel vinda do Brasil", um país "com muito potencial que será aproveitado também pelo povo de Israel".
A comitiva é formada pelos ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Bento Albuquerque (Minas e Energia), Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional); pelo tenente-brigadeiro do ar Raul Botelho, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, e pelo secretário da Pesca, Jorge Seif; pelos senadores Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) - filho mais velho de Jair Bolsonaro -, Chico Rodrigues (DEM-RR) e Soraya Thronicke (PSL-MS); e pela deputada Bia Kicis (PSL-DF).
Bolsonaro, por sua vez, lembrou sua viagem ao país em 2016, quando foi batizado no rio Jordão, em um discurso com referências religiosas, e afirmou que esta visita acontece no momento em que se completam cem dias do seu governo "firmemente decidido" a fortalecer laços com a nação israelense. Em hebraico, ele afirmou que ama Israel.
Após a cerimônia, a comitiva brasileira se dirigiu ao hotel King David para descansar.
Cerca de cem jornalistas locais e internacionais presenciaram a aterrissagem de Bolsonaro, protegido por um grande esquema de segurança.
Agenda
Nesta tarde, às 17h (horário local, 11h de Brasília), o presidente se reunirá com Netanyahu para assinar acordos bilaterais nos setores de ciência e tecnologia, defesa, segurança pública, aviação, saúde e medicina, após o que ambos terão um encontro de trabalho, ao qual se seguirá mais tarde um jantar de honra.
Nos próximos dias, Bolsonaro terá reuniões com empresários, representantes políticos e membros da comunidade brasileira em Israel e visitará o Museu do Holocausto e alguns dos lugares santos de Jerusalém, como o Santo Sepulcro, o templo mais sagrado do cristianismo, e o Muro das Lamentações, local de culto mais sagrado para os judeus.
Estes dois últimos estão na parte ocupada de Jerusalém, mas o seu escritório os incorporou no programa como parte da sua estadia oficial em Israel, o que ocasionou protestos da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).
Embora não haja confirmação oficial ainda, a expectativa é que Bolsonaro, que mostrou uma aberta simpatia por Israel e por Netanyahu, anuncie a abertura de um escritório de negócios em Jerusalém, que poderia ser um passo prévio à possível transferência da embaixada do Brasil à Cidade Santa, seguindo os passos dos Estados Unidos e contrariando o consenso internacional.
A previsão é que Bolsonaro retorne ao Brasil na quarta-feira (3).
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