Projeto Orla de São Miguel dos Milagres vai gerar empregos e ativar a economia
Primeira fase já foi concluída
Com a primeira fase já concluída, a implantação do Centro de Gastronomia, localizado na avenida da praia, com quatro boxes para bar e restaurante, um para a Associação dos Jangadeiros, um para o estaleiro e um para a balança do peixe, o Projeto Orla de São Miguel dos Milagres, uma parceria entre a Prefeitura Municipal e a empresa responsável pelas obras do condomínio dos Milagres, vai se transformar no principal centro de visitação turística do famoso balneário da Rota Ecológica.
O projeto vai abranger uma área de quase um quilômetro de praia, adquirida há cinco anos por uma construtora para construir um condomínio de luxo, com apenas dez unidades residenciais, cada uma ocupando um terreno de 100 metros de frente por 300 de fundo. Em frente ao terreno, há mais de 20 anos, existiam alguns bares, todos ocupando ilegalmente a área, com uma péssima estrutura de serviços e de higiene, dois campos de futvôlei, uma pequena estrada, um estaleiro e as jangadas que fazem os passeios para as piscinas naturais.
Depois de muitas polêmicas e confusões, a Prefeitura Municipal intermediou um acordo, através do Ministério Público, com a construtora, que ficou com a responsabilidade de viabilizar o Projeto Orla, que compreende ainda a urbanização da área, com uma via costeira de passeios e a instalação de 4 restaurantes para atendimento ao turista. A melhor notícia é que o espaço vai ter também uma Academia da Saúde do Ministério da Saúde, já que São Miguel dos Milagres foi comtemplado com esse equipamento federal.
Para o prefeito Rubens Ataíde, principal mediador para a criação do Projeto Orla, o benefício será para todos. “Além dos barraqueiros, serão beneficiados também os jangadeiros, a associação dos pescadores e até o antigo estaleiro do Bidé, que trabalha na fabricação e reforma de barcos de pesca, instalado na praia há 15 anos. O novo espaço do centro gastronômico, com toda a infraestrutura já é uma realidade, bem como a colônia de pescadores, os jangadeiros que fazem passeios turísticos para as piscinas naturais e o estaleiro. Os bares serão padronizados e com banheiros químicos, evitando que o esgoto seja lançado diretamente na areia. Nossa participação, como gestor do projeto, é fazer com que tudo esteja dentro da lei e respeitando o meio ambiente. Nossas praias continuarão intactas”, finalizou o prefeito.
O novo empreendimento deve gerar mais de 100 empregos diretos, ter capacidade de atender mais de 300 turistas por dia e aumentar o faturamento de barraqueiros e, sobretudo, dos jangadeiros que atuam nas piscinas naturais.
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