BC deve cortar taxa básica de juros a 5,5% ao ano nesta quarta-feira
Se confirmada, a decisão guiada pela inflação controlada e avanço das reformas vai atender às expectativas do mercado financeiro
O Copom (Comitê de Política Monetária), do BC (Banco Central), decide nesta quarta-feira (18) o patamar da taxa básica de juros da economia brasileira para os próximos 45 dias. As expectativas do mercado financeiro apontam para queda de 0,5 ponto percentual da Selic, para 5,5% ao ano.
Caso as projeções sejam confirmadas, a taxa de juros terá sua segunda queda consecutiva e renovará o menor patamar da história. Durante um ano e quatro meses, a Selic permaneceu estática em 6,5% ao ano.
De acordo com o economista Valdir Domeneghetti, coordenador de cursos da Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras), a decisão será tomada pelas questões internas, sem impacto do mercado de petróleo, cujos preços abriram a semana com alta de quase 15%.
"O consumo está extremamente baixo, o desemprego ainda alto e a retomada da economia não é vigorosa. Acredito que vai reduzir [a Selic] em 0,5 ponto percentual ou até mais", avalia Domeneghetti.
A coordenadora do Núcleo de Estudos de Conjuntura Econômica da Fecap (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado), Nadja Heiderich, atenta para a sinalização do Banco Central de que novos cortes para estimular a atividade econômica e vê o momento de inflação controlada como adequado para o corte de 0,5 ponto percentual na Selic.
“As reformas estão sendo aprovadas pelo Congresso e isso sinaliza que a atividade econômica vai se retomar no médio prazo. Para acelerar esse processo, o Banco Central tem liberdade para reduzir os juros”, afirma Nadja.
O presidente do Cofecon (Conselho Federal de Economia), Wellington Leonardo da Silva, garante que o corte da Selic só vai acontecer “se os banqueiros quiserem”.
“Quem regula a taxa básica de juros no Brasil não é o Copom e nem o Banco Central. São os bancos privados”, avalia ele, que diz “dar a cara a tapa” se houver uma movimentação com 3 pontos percentuais de diferença em relação à opinião do mercado.
Para os próximos meses, as expectativas dos economistas ouvidos semanalmente pelo Banco Central é de que a Selic volte a cair e termine o ano em 5% ao ano.
Veja também
Últimas notícias
Lula cita Inconfidência Mineira ao criticar clã Bolsonaro e fala gera polêmica
Com força em Maceió e no interior, Ceci cresce nos bastidores e entra no radar da disputa pela ALE
Alfredo Gaspar destaca força das mulheres durante encontro que reuniu lideranças femininas em Maceió
Homem que teria iniciado vaias no Maracanã manda recado para Virginia
Turista provoca revolta ao espalhar cinzas do marido em ilha grega
Abin quebra silêncio sobre suposto contato com influencer que viu Ovni
Vídeos e noticias mais lidas
Jovem é expulso após ser flagrado se masturbando dentro de academia de Arapiraca
Prefeitura anuncia inauguração da avenida Senador Benedito de Lira com Raí Saia Rodada
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
Mototaxista é assassinado a tiros em São Luís do Quitunde
