Ministério interdita cervejaria em MG após contaminação
Substância não integra processo de fabricação, diz Backer
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento fechou nesta sexta-feira, 10, a Cervejaria Backer, na capital mineira, empresa responsável pela produção da marca Belorizontina. Laudo da Polícia Civil divulgado nesta quinta-feira, 9, aponta a presença da substância dietilenoglicol em garrafas da bebida consumida provavelmente, segundo as investigações, na segunda quinzena de dezembro no bairro Buritis, região oeste da cidade. Em nota, a força-tarefa que investiga os casos de contaminação afirma que o número de vítimas subiu para dez, com um morto e nove pessoas internadas.
O Ministério da Agricultura afirma que a decisão de fechamento da fábrica foi tomada "diante do risco iminente à saúde pública". A pasta afirma que a medida foi tomada de forma "cautelar" e que "foram determinadas ações de fiscalização para a apreensão dos produtos que ainda se encontram no mercado". As garrafas contaminadas pertencem aos lotes L1 1348 e L2 1348.
Conforme o ministério, "auditores fiscais federais agropecuários - nas especialidades farmacêutica, química e de engenharia agronômica - prosseguem apurando as circunstâncias em que ocorreram a contaminação verificada pelas autoridades policiais nos lotes indicados, a fim de dar pleno esclarecimento à população dos fatos".
A nota diz ainda que "análises laboratoriais seguem sendo realizadas nas amostras coletadas pela equipe de fiscalização das superintendências federais de agricultura". Segundo o ministério, "mais de 16 mil litros de cervejas foram apreendidos cautelarmente".
Mais vítimas
A força-tarefa que investiga as causas da contaminação da cerveja informou no início da noite de hoje que o número de vítimas é de 10, com uma morte e nove internações. Os dois novos casos também seriam de Belo Horizonte. Os números informados anteriormente eram de uma morte e sete internações. Integrantes da força-tarefa não informaram quando houve as novas notificações. Até o momento foram concluídos exames em três pacientes internados. Nos três casos houve a confirmação para o dietilenoglicol. Entenda os efeitos da substância no corpo humano.
Substância não integra processo de fabricação, diz Backer
Em notas divulgadas nesta sexta, 10, a Backer, cuja fábrica fica na capital, afirma que "a substância dietilenoglicol não faz parte de nenhuma etapa do processo de fabricação de seus produtos, inclusive da Belorizontina". A empresa afirma reiterar "que continua colaborando com as autoridades e que se solidariza com as famílias envolvidas".
A cervejaria diz que os lotes L1-1348 e L2-1348, aos quais pertenciam as cervejas contaminadas, "serão recolhidos diretamente nos domicílios dos consumidores, em horário agendado". Para isso, conforme a empresa, "os clientes devem ligar para o telefone (31) 99536-4042, exclusivo para esse procedimento". A cervejaria afirma ainda que "aguarda a conclusão das investigações" e que "reforça seu compromisso com a qualidade dos seus produtos".
As notas afirmam ainda que o recolhimento das cervejas ocorrerá mesmo que as garrafas não sejam dos lotes dois quais saíram a o produto contaminado. "Para o bem-estar e conforto de seus clientes, comunica que irá recolher, caso seja de interesse do consumidor, outros lotes da cerveja Belorizontina, mesmo que não sejam os lotes L1-1348 e L2-1348, a partir de segunda-feira, 13 de janeiro. Neste caso, o cliente, de porte do cupom fiscal da compra, deve procurar o estabelecimento comercial onde adquiriu o produto e fazer a devolução. O cliente será ressarcido no momento da devolução", diz o texto.
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