'Greve da PM é ilegal e deve ser interrompida', afirma Moro sobre o motim no Ceará
Neste domingo (1º), o movimento dos policiais amotinados chega ao 13º dia
O Ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro afirmou, na manhã deste domingo (1º), que a paralisação de grupos de policiais militares do Ceará é ilegal e deve ser interrompida. O ex-juiz federal ainda ainda disse que a exploração política do episódio — dentro e fora do Estado — não ajuda a resolver a situação. A declaração foi feita em uma rede social.
De acordo com Moro, o Governo Federal "agiu rapidamente para proteger a população; policial tem que ser valorizado,mas a greve da PM é ilegal e deve ser interrompida;a responsabilidade para resolver é do Governo do Estado;a exploração política do episódio dentro e fora do Ceará não ajuda a resolver", escreveu no Twitter.
Em vídeo postado junto com a mensagem, Sérgio Moro falou sobre a rápida atuação por parte da pasta comandada por ele ao ser acionado oficialmente por Camilo Santana. "O Governo Federal, desde logo quando foi provocado, agiu rapidamente para atender a população daquele estado e não deixar ela desprotegida", disse. "A solução do problema passa, realmente, pelo fim da paralisação ilegal dos policiais que está sendo lá objeto de diálogo com o governo do estado", acrescentou.
Ainda na mensagem gravada em vídeo, o ministro condenou o uso político do motim. "Os policiais têm que ser valorizados, mas a paralisação é algo que a Constituição não permite. Agora, temos que parar de explorar politicamente, tanto dentro do Estado do Ceará como fora do Estado do Ceará, essa situação. Esse tipo de exploração política não ajuda. Temos que respeitar os poderes que estão envolvidos nessa negociação, os policiais e o trabalho que o Governo Federal vem fazendo em apoio a população cearense".
Ainda no sábado (29), em palestra durante encontro de governadores das regiões Sul e Sudeste em Foz do Iguaçu (PR), o ministro afirmou ainda que o governo vê com preocupação o fato de os policiais seguirem parados e que a carreira dos agentes de segurança deve ser valorizada. "Claro que o policial tem que ser valorizado, claro que o policial não pode ser tratado de maneira nenhuma como um criminoso".
Os governadores João Doria (SP), Carlos Massa Ratinho Júnior (PR), Carlos Moisés (SC), Eduardo Leite (RS), Romeu Zema (MG), Renato Casagrande (ES) e o vice-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, estiveram no encontro.
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