Não vai haver 'medida intempestiva' sobre isolamento social, diz Teich
Ministro da Saúde diz que cada região deve adotar medidas diferentes
O ministro da Saúde, Nelson Teich, afirmou nesta segunda-feira (27) que “não vai existir qualquer medida intempestiva” em relação ao isolamento social no Brasil. De acordo com Teich a postura deve-se ao fato do país ser heterogêneo e diferentes medidas devem ser tomadas em diferentes regiões.
Teich também disse que não se pode esquecer dos serviços essenciais de saúde e que é preciso trabalhar o detalhamento destes serviços fundamentais para o dia a dia das pessoas.
O ministro disse também que vai acionar o IBGE (Instituto Brasileiros de Geografia e Estatística) para ajudar a “desenhar a melhor forma de realizar” os testes de novo coronavírus na população e entender a evolução da doença no país.
Teich também comentou a realização de estudos, dizendo que “é importanter que os médicos incluam as pessoas nos estudos para que se entendam os benefícios dos tratamentos e enxergar a melhor forma de recomendar tratamentos”. Segundo o ministro, como a descoberta e aplicação das vacinas será de longo prazo, acompanhar os tratamentos deve ser prioridade.
Não-linearidade
O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que não-linearidade é a palavra-chave que será adotada em um novo modelo do Ministério da Saúde no combate ao novo coronavírus. “Aonde precisa de algum grau ainda de isolamento, precisa ter, muito especificamente para cada lugar”, detalhou o secretário. “Não podemos falar de Brasil com a simplificação que eu tenho lido. Brasil não é só o Brasil. É um continente, não pode ser resumido a uma relação de que no Brasil é assim. Lá em Uruguaiana é assim, lá em Boa Vista é assado. É diferente”, afirmou.
De acordo com Pazuello, o planejamento das ações contra o novo coronavírus será centralizado e a execução, descentralizada e integrada entre estado e município.”Dentro da não-linearidade, temos cidades que precisam de ação mais imediata, como Manaus, Belém, Rio de Janeiro, Fortaleza”, afirmou. “O SUS se torna fundamental para essa resposta. O governo federal apoiando, centralizando recursos, boletins e orientações, o município na básica e estado na média e alta complexidade. Parece um desenho complicado, mas é o melhor que tem, não dá pra ser diferente.”
Casos e mortes
O número de mortes por covid-19 no Brasil chegou a 4.543 nesta segunda, de acordo com o Ministério da Saúde. Os casos confirmados da doença já são 66.501, o que coloca o país em 11º lugar no número de pessoas infectadas. Em 24 horas, houve a notificação de 4.613 casos e de 338 novos óbitos.
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