Anvisa amplia nº de voluntários e faixa etária de testes da Pfizer
Farmacêutica pediu autorização para dobrar o número de participantes em teste de vacina contra a covid-19 de 1 mil para 2 mil
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou nesta sexta-feira (18) a ampliação dos número de voluntários e da faixa etária nos testes da vacina contra a covid-19 da Pfizer no país. O número de voluntários vai passar de 1 mil para 2 mil, dobrando a participação de brasileiros no estudo global. Já a idade caiu de 18 para 16 anos.
Os testes permanecerão sendo realizados no Cepic (Centro Paulista de Investigação Clínica), em São Paulo (mil voluntários), e na instituição filantrópica Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), em Salvador (mil voluntários).
Diferentemente dos testes da vacina de Oxford e da Coronavac realizados no país, restritos a profissionais de saúde, os da vacina da Pfizer estão abertos à população. O principal critério é estar exposto ao vírus de alguma maneira, por exemplo, utilizar transporte público, segundo o Cepic.
De acordo com a Anvisa, a solicitação foi feita pelo laboratório Pfizer-Wyeth, responsável pelo desenvolvimento da vacina. O órgão ressaltou em nota que solicitações desse tipo são comuns em estudos clínicos. "Na terça-feira (8), havia sido autorizada uma mudança nos estudos conduzidos pela Pfizer-Wyeth. Nesse caso, foi solicitada a inclusão de novo local de fabricação para as vacinas que estão sendo utilizadas nos testes", diz a nota.
A vacina da Pfizer, desenvolvida em parceria com a empresa alemã BioNTech, é considerada inovadora. É baseada em material genético, conhecido como RNA mensageiro. Ele carrega informações para que as células do corpo produzam proteína. No caso do novo coronavírus, forneceria instruções de como produzir a proteína spike, presente no vírus Sars-CoV-2, induzindo a resposta imunológica do corpo à covid-19. A empresa negocia a viabilidade da produção da vacina no país, segundo a Pfizer.
Durante os testes, estão previstas duas doses de vacina, sendo a segunda 21 dias após a primeira. No caso dos testes no Brasil, a segunda dose já começou a ser aplicada a partir de 26 de agosto.
Os participantes serão acompanhados durantes dois anos, mas os resultados dos testes e a distribuição da vacina em massa pode ser feita antes desse período, segundo o Cepic.
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