'Justiça Eleitoral não se renderá', diz Fachin durante posse no TSE
Magistrado criticou ataques ao sistema eletrônico de votação e questionamentos sobre a segurança das eleições
Rebatendo críticas e fake news sobre o sistema eletrônico de votação, o ministro Edson Fachin tomou posse como presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A cerimônia ocorreu na noite desta terça-feira (22), na sede da Corte, em Brasília. Ele fica no cargo até agosto, quando completa dois anos como integrante do plenário e passa o cargo para o ministro Alexandre de Moraes, que no momento ocupa a vice-presidência.
Durante a posse, o ministro afirmou que existem "narrativas com o fim de saturar o mercado de ideias" e destacou a integridade da urna eletrônica, que há 25 anos é usada nas votações no Brasil. "A Justiça Eleitoral é, para todos os efeitos, ao lado das instituições constitucionais, incansável fiadora da democracia e limite às alternativas opressoras do passado. Dentro desse contexto, as investidas maliciosas contra as eleições constituem, em si, ataques indiretos à própria democracia, tendo em consideração que o circuito desinformativo impulsiona o extremismo. O Brasil merece mais. A Justiça Eleitoral brada por respeito. E alerta: não se renderá", disse ele.
O magistrado afirmou que sua gestão vai primar "pela transparência e pela defesa da integridade do processo eleitoral; pela primazia do diálogo nas relações interinstitucionais, inclusive perante a comunidade eleitoral internacional; pela formação de alianças estratégicas, com entidades genuinamente interessadas na perpetuidade do patrimônio democrático". O magistrado também destacou que focará também "na prevenção do conflito e de todas as formas de violência política".
Além dos demais ministros do TSE, estiveram presentes na cerimônia o presidente da Câmara, Arthur Lira, do Senado, Rodrigo Pacheco, da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Alberto Simonetti e o vice-presidente da República, Hamilton Mourão. O presidente Jair Bolsonaro alegou que não poderia participar em razão de uma "extensa agenda.
O ministro Mauro Campbell Marques, corregedor-geral eleitoral, afirmou que a democracia sofre ataques e que é necessário fortalecer instituições. "A democracia, em vários países outros, também, sofre ataques e o melhor antídoto é robustecer as instituições, sem olvidar de as imunizar do corporativismo em excesso", disse.
O procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou que deve haver diálogo, imparcialidade no trabalho institucional e igualdade. "A democracia não é apenas a vontade da maioria, é também o respeito às vontades das minorias. É também o respeito institucional", disse ele.
O novo presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Alberto Simonetti, afirmou que é papel da entidade proteger a vontade popular e as liberdades. "Sempre estivemos atentos para defender o Estado Democrático de Direito quando necessário. Rejeitaremos ativamente qualquer ataque que tente enfraquecer nossas eleições e a democracia. Sempre que tais ataques forem desferidos, a OAB reagirá", afirmou.
Últimas notícias
Empreendedora transforma desafio familiar em salão de referência em Girau
Polícia Federal indicia 48 investigados por fraudes em descontos no INSS
Marina JHC celebra transformação de paciente atendida pelo Sorriso da Gente
Ex-funcionária é presa suspeita de desviar R$ 43 mil em vale-alimentação
Inmet emite alerta de chuvas intensas para 54 cidades de Alagoas
Motociclista sofre múltiplas fraturas após acidente na Ponte Divaldo Suruagy
Vídeos e noticias mais lidas
Lojas Mix Mateus em Alagoas passarão a operar com a bandeira Novo Atacarejo
Nova lei reorganiza efetivo da PM de Alagoas; entenda o que muda
Governo de Alagoas entrega restauração da rodovia AL-105 em julho
Duas lojas anunciam encerramento das atividades no Centro de Arapiraca
