Dólar cai a R$ 4,94, menor valor em 9 meses; Ibovespa sobe 0,73% com commodities
Principal índice da B3 encerrou no maior patamar em seis meses, enquanto a moeda norte-americana fica abaixo dos R$ 5 pela primeira vez
O dólar caiu 1,47%, cotado a R$ 4,943 – menor cotação desde 30 de junho de 2021, quando encerrou a R$ 4,976.
Ao longo do dia, o real foi beneficiado pelos juros elevados no país e pela alta nas commodities, atraindo investidores. Além disso, o foco dos investidores está nos entraves nas negociações para encerrar ou estabelecer um cessar-fogo na guerra entre Ucrânia e Rússia.
O Ibovespa, por sua vez, fechou em alta de 0,73%, aos 116.154,53 pontos, nesta segunda-feira (21) – este é o maior patamar desde 14 de setembro de 2021, quando bateu 116.181 pontos. O principal índice da B3 refletiu a alta de ações ligadas a commodities, em especial petróleo e minerais.
A divulgação na terça-feira (22) da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) – em que a taxa Selic subiu para 11,75% é mais um ponto no radar dos investidores, assim como do Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central e do Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) de março, considerado a prévia da inflação.
Na semana anterior, o dólar caiu 0,73%, na terceira semana consecutiva de desvalorização. Já o Ibovespa subiu 1,98%, na casa dos 115 mil pontos.
Petróleo
Nesta tarde, o petróleo brent fechou a US$ 115,62 o barril, em alta de 7,12%, enquanto o WTI encerrou a US$ 112,12, com valorização de 7,09%. Já o minério de ferro com 62% no spot terminou estável em (US$ 150) por tonelada.
Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia no dia 24 de fevereiro, os mercados de petróleo mostram a maior volatilidade em dois anos, com os preços da commodity chegando a bater níveis vistos pela última vez em 2008.
O movimento dos últimos dias foi de recuo, mas o tipo Brent voltou a rondar os US$ 110, com temores de dificuldades da Rússia, um dos maiores exportadores do mundo, para atender a demanda por petróleo e as discussões sobre um possível embargo da União Europeia à compra de petróleo russo.
Se comparado com anos anteriores, o petróleo segue em valores elevados, devido ao descompasso entre oferta e demanda da commodity, com os principais produtores, reunidos na Opep+, ainda não retomando os níveis de produção pré-pandemia. O quadro foi intensificado com as tensões na Europa.
Outra consequência da alta do petróleo é a elevação do preço dos combustíveis. No Brasil, isso acelerou a aprovação de projetos de lei que buscam conter a alta nos preços dos combustíveis.
Minério de ferro
Os contratos futuros de produtos ferrosos chineses oscilaram em uma faixa estreita nesta segunda-feira, já que o recente surto de Covid-19 afetou o pico da demanda sazonal, além de interromper a produção e o transporte também.
A China continental registrou 2.027 casos confirmados de coronavírus em 20 de março, incluindo 1.947 transmitidos localmente, informou a autoridade de saúde do país.
Como o setor siderúrgico entrou na tradicional alta temporada, os novos casos de Covid-19 podem ter um impacto negativo no consumo, disseram eles.
O contrato de vergalhão de aço mais ativo na Bolsa de Futuros de Xangai, para entrega em maio, caiu 0,02%, para 4.923 iuanes (US$ 773,64) por tonelada no fechamento.
Os futuros de minério de ferro de referência na bolsa de commodities de Dalian terminaram em alta de 1%, para 833 iuanes por tonelada.
Guerra na Ucrânia
Enquanto a Rússia continua a atacar as principais cidades da Ucrânia, incluindo a capital Kiev e a cidade de Mariupol, os dois países tentam negociar um possível fim pacífico para o conflito.
Várias explosões foram ouvidas na capital ucraniana entre o fim de domingo (20) e início desta segunda-feira (21). A equipe da CNN no local viu canhões antiaéreos disparando no céu noturno por vários minutos. Não está claro no que os ucranianos estavam mirando, mas a reportagem viu um ponto iluminado atravessar o céu sobre a capital, o que poderia ser uma aeronave.
Além disso, pelo menos oito pessoas morreram em um ataque a um shopping center na capital, que está sob novo toque de recolher.
Já do ponto de vista econômico, o acontecimento mais recente envolvendo o conflito na semana foi o anúncio por países da União Europeia de novas sanções contra a Rússia, que viu sua moeda, o rublo, despencar e atingir uma mínima histórica. Os alvos foram setores de energia, aço e defesa.
Mas as sanções de maior impacto econômico para o país estão ligadas à expulsão de bancos russos do Swift, um meio de pagamentos global.
*Com informações da Reuters
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