Prefeitura de Porto de Pedras apoia artesã em feira do PAB em Brasília
Feira tem como objetivo reunir artesãos de todo o país, proporcionando um espaço de exposição e comercialização
A artesã Akeline dos Santos, de Porto de Pedras, filha de uma das pioneiras na arte de tecer com o talo do coqueiro na cidade, Maria da Palha, representa o município no 17° Salão do Artesanato, que acontece em Brasília até o dia 12, no Pátio Brasil Shopping. Ela integra, após seleção em edital do programa “Alagoas Feita à Mão”, coordenado pela Secretaria de Estado de Relações Federativas e Internacionais (Serfi), e teve apoio do prefeito Henrique Vilela que aposta na valorização do artesanato como um dos vetores do turismo da cidade.
Peças decorativas e utilitárias como lustres e caixas produzidas também com palha de palmeiras Ouricuri e Dendê são exclusivas da cidade. Ela aprendeu toda a técnica com a mãe que usava tear para fazer esteiras de Periperi e diz que a família sempre viveu do artesanato. “Esse material é como um diamante bruto, que precisa ser lapidado para virar arte”, diz.
O evento é o primeiro deste ano apoiado pelo Programa do Artesanato Brasileiro (PAB). A participação ganha ainda mais significado por acontecer durante uma das datas comemorativas mais importantes do ano, o Dia das Mães, responsável pelo maior volume de vendas do comércio. Reúne artesãos de todo o país, proporcionando um espaço de exposição e comercialização. O evento promove ainda rodadas de negócios com aproximadamente 50 lojistas nacionais e 5 internacionais, buscando ampliar o mercado para o artesanato brasileiro e promover a capacidade empreendedora dos artesãos.
O secretário de Relações Federativas, Hugo Leahy, ressaltou que a divulgação do artesanato alagoano é um atrativo significativo para investimentos, pois representa a autenticidade e o talento únicos de nossa região. “Estamos comprometidos em promover e fortalecer esse setor, contribuindo para o desenvolvimento e a valorização de nossa cultura”, disse.
O Programa do Artesanato Brasileiro (PAB) foi criado pelo Decreto de 21 de março de 1991. Originalmente vinculado ao Ministério da Ação Social, o PAB tem o objetivo de coordenar e desenvolver atividades que visem a valorizar o artesão brasileiro, elevando o seu nível cultural, profissional, social e econômico, além de desenvolver e promover o artesanato e a empresa artesanal.
As ações do Programa possibilitam a consolidação do artesanato brasileiro enquanto setor econômico de forte impacto no desenvolvimento das comunidades, a partir da consideração de que a atividade é disseminada em todo território nacional, possuindo variações e características peculiares conforme o ambiente e a cultura regional.
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