Luna: poeta, gata, passional, intensa
“Qual o sabor dos corações? São todos iguais ou existem variações? Me conta sobre esse teu gosto, sobre esse prazer em mastigar o que faz viver. Que porra de prazer é esse de fazer morrer?!”, questiona a poeta, quase com ira, num de seus textos, sobre esses amores com requintes de crueldade. Mesmo que, às vezes, pareça vencida: “Mas não dá para fugir, porque a verdadeira fonte do caos somos nós.”
Essa é uma de suas infinitas versões: a intensidade. Inerente a quem tem esse dom: o de escrever ficção. O talento de despir a alma, sua e de outrem. De quem mergulha nas profundezas sem medo de encontrar o que tem lá embaixo. Extremamente observadora e racional, é dona de uma calmaria que se limita à superfície. Na verdade, habita interiores sangrentos. Acredita fielmente nos seus instintos, na sua intuição. Em troca de energias, no karma.
O nome dela: Erika Lays Luna. Mas gosta mesmo é de ser chamada de Luna. 21 anos de idade, nasceu no dia 08 de agosto de 2003, na capital de Alagoas. Signo de leão, “os nascidos neste dia, em geral, desejam intensamente ser reconhecidos profissionalmente e têm boas chances de sucesso”, dizem os estudiosos dos astros.
“Sempre fui apaixonada por ler e escrever”, confessa Luna. “Meus pais sempre me contam o quanto eu era viciada em ler e escrever, ao ponto de eles terem que insistir em me mandar brincar com as outras crianças, e eu ainda assim não querer. Meus parentes me achavam uma criança ‘estranha’ por ter outros interesses.” E o que dirão agora ao ler frases tipo essas: “O sol nem está aqui à noite” e “Eu sou as cinzas do cigarro”?
A gata é branca, de olhos e pelos castanhos levemente escuros. Clareiam sob o sol. Alongam-se até abaixo dos ombros. “Não me considero uma poeta ou escritora, e sim uma jovem adulta que desde muito nova ama e consegue transcrever e imaginar coisas desse mundo e de outros que ninguém conhece a não ser eu; que usa a escrita como fuga de muita coisa. Sou amadora, eternamente aprendiz. Escrevo o que aprendo dia após dia”, confidencia.
Passional, a moça. Normal, para quem carrega esse excesso de sentimentos, que grita quando pergunta: “Quantos textos mais irei escrever, sobre não esquecer você?” Ou quando admite: “Doeu muito ver o mal que tu me fazias, o mal que eu escolhi amar.” Ou padece em despedida: “Preciso doer me levando embora de você.” Ou quando faz o outro calar: “Alma gêmea não te causa dor.”
Está no 3º período da faculdade de Direito, que pretende concluir em 2027. Apesar de amar escrever, fala que “Direito é uma das suas maiores paixões desde a infância, e também é o rumo profissional mais provável de alcançar o sucesso”.
Não tem autores prediletos. Ler mais textos/livros de anônimos do que de grandes nomes da literatura. Mas admira as grandes, por suas jornadas: Lygia Fagundes Telles, Rachel de Queiroz, Cecília Meireles. E, em especial, a “bruxa” Clarice Lispector. Ouve música de todos os gêneros, MPB, Pop, Rock, Bossa Nova, Samba. “Só” exige que a letra tenha poesia vigorosa. Curte especialmente Rita Lee, Anavitoria, Raça Negra, Caetano Veloso, Nando Reis, Rubel. Que a inspiram muito.
Ah, já tem um livro publicado, além de várias ideias que ainda não teve a oportunidade de dar vida. Chama-se “Sobre Tudo – É Sobre Pensar Demais”. “O próprio nome é autoexplicativo”, diz a poeta. “Trata-se de alguns dos inúmeros pensamentos que tenho no dia a dia. ‘Sobre Tudo’ é porque são assuntos supervariados, e ‘É Sobre Pensar Demais’ porque é, literalmente, sobre pensar demais acerca de quase tudo, inclusive, esse foi o motivo da criação do livro.”
A versão impressa do livro se encontra no site da Uiclap, uma editora virtual. O e-book está na loja virtual da Amazon.
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