Motta vai colocar anistia em votação e relator vai ser de partido de centro, diz líder do PL
Oposição quer anistia geral, que beneficiaria Bolsonaro e investigados no inquérito das fake news
O líder do PL na Câmara, deputado federal Sóstenes Cavalcante, afirmou nesta quinta-feira (4) que o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), prometeu pautar o projeto de lei da anistia geral ainda neste ano e que o relator vai ser de um partido de centro.
A votação da anistia só deve acontecer após o julgamento de Bolsonaro no STF (Supremo Tribunal Federal) por tentativa de golpe de Estado. O julgamento termina em 12 de setembro.
Cavalcante falou a jornalistas após encontro com Motta, para tratar do assunto, na Residência Oficial da Câmara. Segundo o líder do PL, o presidente pediu que, na próxima semana, ele converse com lideranças partidárias a favor do projeto. A ideia seria ter um “mapa” de votos favoráveis ao texto. Motta também teria solicitado uma lista com nomes para a escolha do relator.
Apesar de o projeto da anistia ter ganhado apoio do Republicanos, do União Brasil e do PP, o relator pode ser do PSD ou do MDB, por serem partidos considerados mais ao centro. Nesta semana, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), intensificou articulações em Brasília em torno do texto.
Na Câmara, tramita um projeto de anistia aos presos pelos atos extremistas do 8 de janeiro, mas, apesar de o projeto não ter um relatório final, a ideia é aprovar uma anistia geral, que inclua Bolsonaro e investigados no inquérito das fake news.
Sóstenes, autor de uma minuta que pode servir de base para o relatório final, ainda defende que o texto torne Bolsonaro elegível novamente.
O ex-presidente está inelegível até 2030 por determinação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Contudo, apesar de a oposição mostrar-se irredutível nas negociações relativas ao texto, a questão da inelegibilidade de Bolsonaro pode sair do projeto.
Isso porque os oposicionistas apostam na gestão do ministro Kássio Nunes Marques no TSE, em 2026, para reverter a condenação eleitoral de Bolsonaro. O ministro foi indicado ao STF pelo ex-presidente e poderia, na avaliação da oposição, obter maioria em favor do ex-presidente.
Veja também
Últimas notícias
Hoje é dia de forró e cultura popular na programação do São João Raiz de Maceió
São João de Arapiraca inicia neste domingo e leva arraiás comunitários para bairros e zona rural
Pilastra de residência desaba e mata duas crianças em Maceió
Dois homens são presos acusados de furto qualificado em Arapiraca
Vereadora por Limeira cobra responsabilização por morte de jovem em salto de rope jump
Homem armado com faca é detido por ameaçar moradores de Estrela de Alagoas
Vídeos e noticias mais lidas
Profissionais de saúde são contratados para substituir doentes por covid-19
Prefeitura anuncia inauguração da avenida Senador Benedito de Lira com Raí Saia Rodada
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
Fernando Barbosa, fundador do tradicional Bar do Caldinho, morre aos 76 anos em Arapiraca
