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Manifestantes bloqueiam rodovia em novo protesto contra proibição de passeios de jet-skis em Maragogi

Os trabalhadores alegam que a medida afeta diretamente o sustento de centenas de famílias, envolvendo pilotos, instrutores, equipes de filmagem e outros profissionais que dependem do serviço

Por Wanessa Santos 15/01/2026 09h09 - Atualizado em 15/01/2026 11h11
Manifestantes bloqueiam rodovia em novo protesto contra proibição de passeios de jet-skis em Maragogi
Manifestantes ligados à Associação dos Jet-Skis bloquearam totalmente a rodovia de acesso à região, usando pneus e fogo - Foto: Reprodução / Vídeo

Um novo protesto contra a proibição de passeios de jet-skis em Maragogi foi registrado na manhã desta quinta-feira (15), desta vez no Povoado de Peroba, no Litoral Norte de Alagoas. Segundo informações de testemunhas, manifestantes ligados à Associação dos Jet-Skis bloquearam totalmente a rodovia de acesso à região, usando pneus e fogo, o que gerou muita fumaça preta e dificultou a passagem de veículos.

Imagens feitas por populares e compartilhadas nas redes sociais mostram o grupo ocupando a via e mantendo o bloqueio em sua totalidade, enquanto ateia fogo em pneus. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o tempo de duração do ato ou sobre a presença de equipes para negociação no local.

A mobilização desta quinta ocorre um dia após outra manifestação sobre o mesmo tema, realizada na quarta-feira (14) em frente à Prefeitura de Maragogi, quando trabalhadores do setor protestaram contra a fiscalização que vem impedindo a atividade na orla do município.

O impasse gira em torno do cumprimento do Decreto Municipal nº 057/2021, recomendado pelo Ministério Público, que proíbe o uso comercial de motos aquáticas em toda a orla de Maragogi e também restringe o acesso de jet-skis particulares a áreas de mergulho e de preservação ambiental.

Os trabalhadores alegam que a medida afeta diretamente o sustento de centenas de famílias, envolvendo pilotos, instrutores, equipes de filmagem e outros profissionais que dependem do serviço. Eles defendem que a atividade poderia continuar mediante regras mais rígidas, fiscalização e delimitação de áreas específicas, e não com a suspensão total.

Já a Prefeitura de Maragogi sustenta que a fiscalização atende à recomendação do Ministério Público e prevê apreensão dos veículos e aplicação de multa diária em caso de descumprimento da norma.