Ex-ministro Gilson Machado é liberado de restrições depois de mais de 230 dias
Ele já esteve na propriedade em São Miguel dos Milagres
Após mais de 230 dias impedido de sair do Recife, o ex-ministro do Turismo do governo Jair Bolsonaro, Gilson Machado Neto, foi autorizado pela Justiça a voltar a circular fora da capital pernambucana. Ele já visitou a propriedade em São Miguel dos Milagres, no Litoral Norte de Alagoas.
A decisão, assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revoga uma das principais medidas cautelares impostas ao aliado do ex-presidente no âmbito de uma investigação da Polícia Federal.
A notícia foi levada pessoalmente ao filho, o vereador Gilson Machado Filho, em uma visita surpresa à propriedade da família na Rota Ecológica dos Milagres.
Durante o reencontro fora do solo pernambucano, Gilson Machado segurava uma camisa com os rostos dele e do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, foram os dois “caras” que mais o ajudaram ao longo do período em que esteve submetido às restrições judiciais. “Esses dois aqui foram fundamentais. Me deram força quando eu não podia nem sair do Recife nem falar”, disse.
A liberação foi comemorada publicamente por Gilson nas redes sociais — um gesto simbólico, já que ele também esteve proibido de se manifestar online durante parte do período em que cumpriu as restrições judiciais. “Acabei de saber que a justiça foi feita. Fui liberado para sair do Recife, poder ir para todos os cantos e voltar a cuidar dos meus negócios”, afirmou em vídeo divulgado no sábado (31).
Restrições
O ex-ministro Gilson Machado estava impedido de deixar o Recife desde junho do ano passado, quando foi alvo de uma operação da Polícia Federal. Embora tenha ficado poucas horas preso, a Justiça substituiu a detenção por uma série de medidas cautelares, entre elas a proibição de sair da capital pernambucana e, por um período, de utilizar redes sociais.
A investigação apura a suspeita de que o ex-ministro teria tentado intermediar a emissão de um passaporte português para o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. Machado sempre negou qualquer irregularidade.
Ainda no dia da operação, o ministro Alexandre de Moraes revogou a prisão preventiva do ex-ministro, entendendo que não havia necessidade de mantê-lo detido. Apesar disso, determinou o cumprimento de medidas cautelares, como a entrega do passaporte, o comparecimento periódico à Justiça e a restrição de deslocamento.
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