Após duas semanas internado, Bolsonaro deve ter alta e ir para casa hoje
Ministro Alexandre de Moraes concedeu prisão domiciliar ao ex-presidente após mais de 120 dias de detenção em regime fechado
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve receber alta nesta sexta-feira (27), após duas semanas internado no Hospital DF Star, em Brasília.
Ele estava na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) desde 13 de março, após ser diagnosticado com pneumonia bacteriana provocada por um quadro de broncoaspiração.
O boletim médico do ex-presidente da última quinta-feira (26) destacou que ele já se encontra sem sinais de infecção aguda, com boa evolução clínica e, portanto, não precisa mais ficar internado.
Após sair do hospital, o ex-presidente deverá ser encaminhado para casa, e não de volta a Papudinha, onde estava preso desde janeiro.
Antes de ser transferido para a penitenciária, Bolsonaro permaneceu na Superintendência da PF (Polícia Federal), também em Brasília. Ao todo, o ex-presidente passou mais de 120 dias em regime fechado. Ele foi levado para a PF no dia 22 de novembro de 2025, após tentar romper a tornozeleira eletrônica.
Na última terça-feira (24), o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu a prisão domiciliar ao Bolsonaro por um período de 90 dias, atendendo pedido da defesa. O magistrado justificou a decisão com base na saúde do ex-chefe do Executivo.
Relembre a internação de Bolsonaro
O ex-presidente foi inicialmente encaminhado ao hospital após apresentar febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios na penitenciária.
Ao chegar ao centro médico, foi diagnosticado com pneumonia bacteriana decorrente de broncoaspiração causada pela aspiração de líquido do estômago.
Desde o ano passado, o ex-chefe de Estado apresenta crises de soluços e refluxo, já tendo sido encaminhado ao hospital outras vezes desde o início da prisão domiciliar, em agosto de 2025.
Na UTI, Bolsonaro recebeu antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo desde o primeiro dia de internação. Em 17 de março, após quatro dias, o ex-presidente foi transferido para a unidade semi-intensiva, onde permaneceu até a última segunda-feira (23), quando passou para um quarto.
A transferência ocorreu devido a sua "evolução clínica favorável", de acordo com os médicos.
Durante a internação, a defesa do ex-presidente apresentou ao STF mais um pedido de prisão domiciliar. Junto a solicitação, também foram encaminhados os laudos médicos recentes de Bolsonaro.
Alexandre Moraes, após manifestação favorável da PGR (Procuradoria Geral da República), autorizou ao ex-presidente a prisão domiciliar por 90 dias.
Ao fim do período, o Supremo deverá reavaliar a necessidade de manutenção da domiciliar.
Mesmo fora da Papudinha, onde cumpria pena em regime fechado, Bolsonaro seguirá submetido a um conjunto de regras de monitoramento impostas pelo STF, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
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