Alexandre de Moraes avaliará se Bolsonaro violou ordem na domiciliar
A análise ocorre após a defesa do ex-presidente negar que ele tenha tido acesso a um vídeo gravado pelo filho Eduardo Bolsonaro
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), vai avaliar se o ex-presidente Jair Bolsonaro violou alguma das regras impostas em sua prisão domiciliar. A análise ocorre após a defesa do ex-presidente negar que ele tenha tido acesso a um vídeo gravado pelo filho Eduardo Bolsonaro durante evento nos Estados Unidos.
Durante o CNN Novo Dia desta terça-feira (31), o analista de política Teo Cury avaliou que esse é o tipo de restrição mais difícil de ser controlado pela Suprema Corte uma vez que corresponde a uma fiscalização do uso de celular "dentro da casa (de Bolsonaro), em que outras pessoas também moram: a esposa, a filha e a enteada".
O caso ganhou repercussão quando Eduardo Bolsonaro, durante participação em um evento conservador realizado nos EUA, mencionou que estava gravando um vídeo para mostrar ao pai. A declaração levantou suspeitas sobre possível descumprimento das restrições impostas a Bolsonaro, que está impedido de utilizar celulares, equipamentos eletrônicos e redes sociais.
Diante da situação, Alexandre de Moraes deu prazo de 24 horas para que a defesa de Bolsonaro prestasse esclarecimentos. Em resposta, os advogados negaram qualquer irregularidade, afirmando que o ex-presidente não teve acesso ao vídeo e sequer soube da fala do filho. Também ressaltaram que Bolsonaro não manteve contato com Eduardo, com quem também está proibido de se comunicar, já que ambos são investigados no mesmo processo.
Restrições da prisão domiciliar
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em sua residência em Brasília, o que implica em diversas restrições. Entre as medidas impostas está a proibição de uso de celulares e equipamentos eletrônicos, além da vedação de contato com outros investigados no mesmo processo, incluindo seu filho Eduardo.
Segundo Valdemar Costa Neto, presidente do PL, Michelle Bolsonaro mantém rigoroso controle sobre dispositivos eletrônicos na casa para evitar qualquer risco de perda do benefício da prisão domiciliar.
Esta não é a primeira vez que surgem questionamentos sobre o cumprimento das regras impostas a Bolsonaro. Em agosto do ano passado, ele já havia enfrentado situação semelhante quando seus filhos compartilharam um vídeo dele em uma manifestação, o que não era permitido.
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