Policial Militar é indiciado por feminicídio ocorrido dentro de hotel em Palmeira dos Índios
Polícia Científica descartou versão do acusado de que a vítima teria cometido suicídio
A Polícia Civil de Alagoas concluiu o inquérito que investigou a morte de Solange da Silva, 44 anos, vítima de feminicídio cometido pelo companheiro, um policial militar, no dia 20 de novembro de 2024, em um hotel de Palmeira dos Índios. O principal suspeito foi indiciado pelo crime.
O sargento da Polícia Militar, que alegava que a vítima teria cometido suicídio após ele "esquecer" a arma no quarto de hotel, se apresentou à polícia e está preso desde o último dia 25.
Segundo o agente Diogo Martins, Chefe de Operações da Delegacia Regional de Palmeira dos Índios, laudo pericial da Polícia Científica, anexado ao inquérito, descartou a possibilidade de suicídio.
Com base nas evidências, o promotor de Justiça solicitou a prisão do suposto autor do crime. O Poder Judiciário acatou o pedido e emitiu um mandado de prisão contra o suspeito. O inquérito foi concluído nos primeiros dias deste mês de janeiro.
Entenda o caso
Solange e o sargento PM, que mantinham um relacionamento, estavam no quarto de um hotel no Centro de Palmeira dos Índios, quando disparos de arma de fogo foram ouvidos por outros hóspedes. Após os tiros, o acusado teria deixado o local apressadamente e a vítima foi encontrada morta.
O policial militar passou a ser procurado pela polícia e se apresentou uma semana depois, acompanhado por um advogado, e foi liberado após prestar depoimento, uma vez que o período da prisão em flagrante havia expirado.
Na versão dele, ao chegar no quarto do hotel, ele teria guardado a arma na mesinha da cabeceira e pouco tempo depois recebeu um telefonema do irmão. Solange teria ficado com ciúmes, porque achou que a ligação era de outra mulher e eles discutiram.
O PM teria saído do quarto sem pegar a arma de volta e, em seguida, ouvido o disparo de arma de fogo. Ele contou que após ver o corpo da namorada, ficou desesperado e correu para casa dele. Ele teria contado sobre o ocorrido para algumas pessoas e teria sido aconselhado a fugir porque acabaria responsabilizado pelo suposto suicídio.
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