Moradora relata momento de pânico após caminhão-pipa invadir residência em Palmeira dos Índios
No momento do acidente, estavam na residência apenas dona Marta e sua mãe, uma idosa
Ainda abalada, dona Marta, moradora da residência atingida pelo caminhão-pipa desgovernado na tarde desta quinta-feira (18), contou com detalhes ao portal Rádio Sampaio o momento de pânico que viveu ao presenciar o veículo invadindo sua casa, na Rua Sebastião Ramos, no bairro São Luiz, no município de Palmeira dos Índios.
O acidente, que terminou com a morte trágica do motorista da concessionária Águas do Sertão, deixou marcas não apenas no imóvel, mas também na memória da família que escapou por pouco de uma tragédia ainda maior. “Eu estava com a minha mãe no banheiro quando escutei um barulho muito forte, muito estranho. Achei que fosse um caminhão derrubando pedra na rua”, relatou dona Marta, ainda visivelmente abalada.
O que parecia um ruído comum de rua se transformou rapidamente em desespero. Ao sair do banheiro e se dirigir à sala, a moradora se deparou com o caminhão-pipa invadindo a garagem da casa. “Quando eu cheguei na sala, vi o caminhão entrando na minha casa. Graças a Deus, ele atingiu só a garagem”, conta. “Saí desesperada, gritando por socorro para os vizinhos”, completa.
No momento do acidente, estavam na residência apenas dona Marta e sua mãe, uma idosa. As duas filhas da moradora, que costumam estar em casa nesse horário, não estavam presentes por sorte: uma estava na escola e a outra no trabalho. “Foi livramento. Minhas filhas podiam estar ali. Agradeço a Deus por não estarmos na sala naquele momento”, disse, emocionada.
Ao sair para pedir ajuda, dona Marta se deparou com uma cena ainda mais chocante: o motorista do caminhão já estava sem vida, caído em frente à sua casa. “Foi muito triste ver aquilo. Ele já estava em óbito. O pai dele veio aqui reconhecer o corpo... uma dor muito grande”, lamentou.
Com o caminhão ainda ligado e em risco de causar mais danos, vizinhos e funcionários de uma oficina próxima agiram rapidamente. Eles desligaram a bateria do veículo, evitando que o caminhão descesse ainda mais ou provocasse novos estragos. “Os meninos da oficina correram e desligaram tudo. Se não fosse isso, talvez ele tivesse atravessado até o quintal ou derrubado outra parede”, contou.
O acidente aconteceu depois que o motorista teria descido do caminhão para escorá-lo com uma pedra, em uma ladeira íngreme. Infelizmente, o veículo se soltou, atropelou o condutor e seguiu desgovernado até colidir com a residência. Agora, dona Marta tenta lidar com os prejuízos materiais e, principalmente, com o trauma de ter vivido uma tragédia de tão perto. “Foi um susto muito grande. Ainda estou em choque, mas só consigo agradecer por estarmos vivas. E sinto muito pela família do rapaz. Foi uma fatalidade.”
*Estagiário sob supervisão
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