Água fornecida em cidade do interior de AL pode estar contaminada e colocar população em risco
Coleta em poços é acompanhada por órgãos ambientais, reguladores e de saúde após laudo apontar que água distribuída não atende padrões do Ministério da Saúde
Uma nova análise da qualidade da água distribuída pela Verde Alagoas no município de Tanque d’Arca, no Agreste de Alagoas, foi determinada pela Justiça após a repercussão de denúncias sobre possível contaminação no abastecimento local.
A decisão ocorre após um relatório técnico anterior apontar que a água fornecida à população não atendia aos padrões de potabilidade estabelecidos pelo Ministério da Saúde, o que levanta suspeitas de risco à saúde pública. A informação é de reportagem exclusiva do jornalista Wadson Correia.
Nos últimos dias, equipes técnicas estiveram na cidade para acompanhar a coleta de amostras diretamente nos poços. Participaram da ação profissionais do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA), da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Alagoas (Arsal), além de representantes da Secretaria de Estado da Saúde e da Vigilância Sanitária.
A nova coleta ocorre em meio a questionamentos sobre a condução do processo. Durante audiência realizada no início da semana, foi relatado que a concessionária responsável pelo abastecimento teria tentado adiar a realização da análise, o que intensificou as cobranças por transparência e agilidade na apuração dos fatos.
O Ministério Público do Estado de Alagoas também participou da fiscalização presencialmente, ouvindo moradores e acompanhando os procedimentos técnicos de coleta, diante das queixas recorrentes da população sobre a qualidade da água.
A Verde Alagoas, empresa investigada, é responsável pela distribuição de água em 26 municípios do estado, atendendo aproximadamente 400 mil pessoas. Até o momento, a empresa não se manifestou oficialmente sobre o caso, apesar de ter sido procurada para esclarecimentos.
A situação tem gerado preocupação entre os moradores, que relatam insegurança quanto à qualidade da água consumida diariamente. O resultado da nova análise deve ser determinante para confirmar ou descartar a contaminação e orientar possíveis medidas judiciais e administrativas.
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