Politicando
A sede de dinheiro continua e passagens aumentam para R$ 3,50 em Maceió
A sede de dinheiro continua da gestão municipal de Maceió. Uma péssima notícia para os usuários do transporte público da capital. É que nesta quarta-feira (23), foi aprovado por decisão unânime, oito votos a um, o reajuste de 11,11% na tarifa de ônibus. Os maceioenses terão que se desembolsar R$ 3,50. Como sempre, a vontade dos empresários prevaleceu. Com a decisão, caberá ao prefeito Rui Palmeira (PSDB) aprovar ou não o novo aumento, um belo presente de Carnaval para os moradores da maior cidade de Alagoas.
Como já é de conhecimento de todos, os empresários do setor de transporte público alegaram que o reajuste deve-se a queda no movimento de passageiros com a implantação pela SMTT da integração temporal. A pergunta que fica no ar é a: Como eles podem alegar perdas se os coletivos estão sempre cheios?
Ano-novo é o período do ano em que as pessoas renovam os votos de esperança de dias melhores e muitos fazem uma reflexão interna dos atos que realizaram durante o ano que termina. 2017 começou em Maceió com os velhos problemas de sempre: pardais, multas, imprudência contínua dos motoristas que não respeitam as leis de trânsito, o desemprego e agora a população terá que pagar mais caro por um péssimo serviço de ônibus.
Como se não bastasse todos esses problemas na vida dos maceioenses, o tucano também resolveu aumentar o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Os contribuintes tiveram um reajuste de 8% nos tributos. Os carnês já estão sendo entregues para os maceioenses.
Não satisfeito com o aumento do IPTU, a mais nova ganância por dinheiro e arrecadação do Prefeito de Maceió é o retorno da zona azul em diversos pontos de capital. A princípio, a cobrança pelos estacionamentos irá começar no Stella Maris.
Os proprietários de veículos, que já sofrem no começo do ano com o IPVA e o Licenciamento dos automóveis, terão que arcar com mais essa nova sabedoria da gestão municipal.
O que mais chama atenção é que autorização deu-se através de decreto e que não passou pelo crivo da Câmara Municipal de Maceió. Outro detalhe é que a prefeitura irá cobrar para estacionar e não se responsabilizará pelos objetos no interior dos carros.
Acham que o poder público se deu por satisfeito? Como se não bastasse o aumento do IPTU e a cobrança pelos estacionamentos na Zona Azul, a Prefeitura de Maceió resolveu ressuscitar os pardais eletrônicos, nas principais avenidas de Maceió, gerando mais arrecadação para o município.
A maioria é contra, mas os pardais coibirão as imprudências de trânsito e irão servir para as reduções dos números de acidentes e atropelamentos nas principais avenidas de Maceió. Sabemos que a determinação irá financiar a indústria da multa. A decisão irá valer a partir de março deste ano e é bom os condutores ficarem atentos para mais esse presente da Prefeitura de Maceió.
A população? Resta-nos apenas esperar e reivindicar. Continuaremos acompanhando de perto e cobrando do poder público, as soluções para os problemas da capital dos alagoanos.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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