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Francisco Tenório questiona valor de taxas cobradas pelo Detran

10/03/2017 11h11
Francisco Tenório questiona valor de taxas cobradas pelo Detran

O valor da taxa diária de permanência cobrada pelo Detran de Alagoas pelos veículos apreendidos e uma licitação feita pelo Governo do Estado, que poderá acarretar na falência de 40 pequenas e micro empresas que prestam serviços ao órgão de trânsito, foram os dois assuntos levantados pelo vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado Francisco Tenório (PMN), na sessão desta quinta-feira, 9.

Na tribuna da Casa, Tenório fez dois apelos ao governador do Estado e ao diretor do Detran. A primeira solicitação é para que o chefe do Executivo encaminhe à Assembleia Legislativa um projeto de lei diminuindo o valor da taxa diária de permanência de veículos apreendidos pelo Detran, que hoje é de R$ 15,30, além de anistiar os mais de 1.600 veículos que lá estão apreendidos. O deputado informou que visitou o órgão e recebeu a informação que, além dos R$ 15,30, o proprietário de veículos apreendidos têm que pagar algumas outras taxas. “Para se ter uma ideia, tem um veículo apreendido há 180 dias no pátio do Detran e seu proprietário, que já pagou o IPVA e quitou o que tinha de direito, ainda terá que pagar o guincho no valor de R$ 212,00 e mais R$ 2.750,00 de taxa de permanência. É mais caro do que o estacionamento do shopping”, afirmou.

O segundo pedido feito pelo parlamentar ao Governo do Estado é para que seja suspensa a licitação para contratação de empresa de confecções de placas de veículos. “A ideia é evitar que se decrete a falência de 40 pequenas empresas em Alagoas”, disse Tenório. “O Detran está sendo obrigado a fazer uma licitação para que uma única empresa venha a fazer este serviço. Fiz um apelo ao órgão de trânsito para que encontre uma alternativa legal para este problema. A licitação pode decretar a falência destas empresas e gerar mais desemprego no nosso Estado, já que elas não podem concorrer nesta licitação por não atenderem as normas contidas no edital. Precisamos de um tempo maior para que elas se adequem as atuais necessidades ou até mesmo formem uma cooperativa para concorrer em igualdade de condições com qualquer empresa de fora do Estado”, concluiu o vice-presidente.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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