Maria Callas é palco para Angelina Jolie brilhar na tela
A cinebiografia Maria Callas, estrelada por Angelina Jolie, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (16)

A cinebiografia Maria Callas, estrelada por Angelina Jolie, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (16) com a promessa de retratar os últimos anos de vida da cantora grego-americana.
O filme, dirigido por Pablo Larraín, faz parte de uma trilogia que explora figuras femininas de renome que, apesar de sua grandeza pública, viveram à sombra de outras pessoas. O cineasta já fez filmes sobre Jacqueline Kennedy, ex-primeira dama dos EUA, princesa Diana, e desta vez mergulha no universo da artista, uma das maiores cantoras de ópera da história.
A proposta do filme, que dura pouco mais de 2 horas, é de se afastar da figura pública da cantora e mostrar os momentos finais de Callas em Paris, em 1977, quando ela já estava longe da fama e de seus dias de glória. Neste período, fragilizada pela idade, por uma depressão e por um vício em medicamentos, a cantora vive reclusa em sua mansão com esperança de algum dia retomar sua carreira.
No que diz respeito à atuação, Jolie entrega uma Maria Callas imponente, mas, ao mesmo tempo, marcada pela insegurança e pela vulnerabilidade. Ela consegue transmitir a complexidade emocional da cantora, mas a direção do filme, que foca mais nos dilemas internos da personagem, acaba criando uma distância entre a atriz e o público.
Angelina, que estava fora das telonas desde 2021, se dedicou à personagem com uma preparação intensa, que incluiu quase sete meses de treinamento para cantar ópera. Porém, o resultado da voz em cena acaba criando um certo estranhamento. O desalinhamento da mixagem da voz da atriz com a de Callas prejudica a imersão do público no drama da personagem.
Vale destacar que Angelina Jolie foi indicada ao Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme de Drama por sua atuação em Maria Callas. Porém, o prêmio foi conquistado por Fernanda Torres, que brilhou em Ainda Estou Aqui.
Outra coisa que chama atenção é que o roteiro não mostra a grandeza de Callas enquanto artista e se limita a pincelar alguns flashbacks de sua carreira e abordar mais seus traumas pessoais, como o conturbado relacionamento com o magnata Aristóteles Onassis. Apesar de ser a proposta, a cantora merecia que a fama e os momentos de glória também fossem evidenciados.
O diretor também usa uma narrativa não linear, intercalando cenas do presente com flashes do passado, misturando com alguns momentos de delírio da personagem por conta dos medicamentos, o que pode ser confuso.
Embora o filme se beneficie da música, que traz a força das peças clássicas e conecta o espectador ao universo de Callas, ele peca por ser emocionalmente frio e distante. No fim das contas, Maria Callas é um filme que, apesar da dedicação de Angelina, não consegue capturar a grandeza da cantora.
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