Mayara Lima revive Valeria Valenssa de Globeleza e revela procedimentos estéticos: 'Sempre quis fazer'
Rainha de bateria da Paraíso do Tuiuti estreia a série de Ensaio de Carnaval gshow 2026 em homenagem à divas icônicas da folia
Dos passos sincronizados que hipnotizam, aos olhos que brilham ao falar sobre o Carnaval, Mayara Lima bate no peito para afirmar: "Eu sou o samba!" E é mesmo. Muito além dos vídeos virais e dos shows na Avenida, a rainha de bateria da Paraíso do Tuiuti é símbolo da entrega ao "maior show da Terra" e, para ela, o Carnaval é o ano inteiro.
"Minha vida gira em torno do samba... Eu sou o Carnaval, eu vivo o Carnaval. É minha sobrevivência, é de onde eu tiro meu sustento, de onde eu tiro o sustento do meu filho. Sou mãe, esposa, ‘dona de casa’, porque cuido de tudo e mais um pouco, mas a base disso tudo é o samba. É bem difícil falar o que eu sou fora do samba, porque eu sou o samba", diz.
Não à toa, a professora de dança, que já levou o samba para três continentes, foi escolhida para abrir a série de ensaios do Carnaval Gshow 2026. Com o tema "As Deusas da Passarela", em que rainhas de bateria revivem divas icônicas da folia, Mayara Lima foi escolhida para encarnar a eterna Globeleza, Valeria Valenssa.
"Minha criança interior está bem feliz! Sou super fã de Valeria Valenssa, que construiu pra gente uma memória afetiva, que é incrivelmente representativa pra mim, que sou do Carnaval desde pequena", declara.
Era na sala da casa da avó que a menina do Morro do Tuiuti, comunidade no bairro de São Cristóvão, na Zona Norte Rio de Janeiro, assistia a famosa vinheta da Globeleza, representada por Valenssa por 15 anos, entre 1990 e 2005. Também foi dentro de casa que ela aprendeu os primeiros passos de samba.
A coroa no mundo do samba, que veio em 2023, foi só a confirmação de um caminho que começou muito antes. Além de ter crescido no samba -- seu primeiro desfile foi aos 11 anos pela Acadêmicos do Salgueiro -- Mayara é professora de samba há quase 10 anos e, só em 2025, deu aulas em países como Austrália, França e Inglaterra.
"Fico muito feliz de rodar o mundo levando a nossa cultura. Eu fico muito orgulhosa também de dizer que eu vivo da cultura do meu país... Sempre amei o samba e eu sempre amei ensinar também. A minha profissão é professora. Se não fosse de samba, seria dentro de uma sala de aula educando crianças", diz.
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