Conaf investe em tecnologia e atualiza regras para melhorar a qualidade da arbitragem
A Comissão de Arbitragem da CBF (Conaf) planeja implantar num prazo de até três anos um quadro nacional de árbitros e assistentes. No próximo mês de julho, 13 trios de arbitragem (13 árbitros e 26 assistentes) das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, em sua maioria com idade até 28 anos e -escolhidos pelas próprias federações estaduais- passarão por um intenso treinamento com os instrutores da Conaf, no qual serão abordados aspectos físicos, técnicos, teóricos e mentais.
Não é profissionalização
No futebol todos estão profissionalizados, menos os árbitros e assistentes. Apesar disso, o presidente da Comissão de Arbitragem ressalta que este planejamento não tem relação com a questão envolvendo a possível profissionalização dos árbitros. Segundo ele, para que isso ocorra é preciso superar eventuais resistências e romper com uma estrutura que já está implantada há décadas, levando em consideração o aspecto financeiro e a logística.
Software
A Comissão colocará em uso a partir desta primeira rodada da Série A do Brasileiro, um software especialmente adaptado para analisar a atuação das equipes de arbitragem. Na opinião de Sérgio Corrêa, a intenção é ter um retrato fiel de suas performances, para que o desempenho de todos eles nas 38 rodadas da competição seja o mais próximo do ideal. Com isso, deve ser dispensando provavelmente o uso de assessores nas partidas, o que por sua vez diminuirá as despesas dos clubes.
Portal
Outra novidade é o aperfeiçoamento do portal dos árbitros, para reunir todos os dados, transformando-o num canal de informação e fórum de debates. Caso ocorra um lance polêmico, o vídeo será colocado, para ser debatido por árbitros e assistentes, juntamente com a Comissão de Arbitragem. Após chegarem a um consenso, as orientações devem ser unificadas.
Regras
Com base na revisão das regras feitas pela International Board, a mais significativa, foi na de número 12. Pela nova redação, "quando um jogador impedir um gol ou uma clara oportunidade de gol da equipe adversária com falta de mão deliberada, o jogador deve ser expulso onde quer que a falta ocorra. Quando um jogador cometer uma falta contra um adversário dentro da própria área penal, que impedir um gol ou uma clara oportunidade de gol do adversário, e o árbitro conceder um tiro penal, o jogador infrator será advertido com cartão amarelo, salvo se a falta for de segurar, puxar ou empurrar; o jogador infrator não tentar jogar a bola, ou não houver possibilidade de jogar a bola; a falta for punível só com cartão vermelho. Em todos estas circunstâncias, o jogador é expulso."
O presidente da Comissão de Arbitragem também dá outro exemplo.
- “Quando o jogador for punido com cartão amarelo ou vermelho por falta mais violenta, o jogador lesionado poderá ser rapidamente atendido no próprio campo de de jogo. Até agora, o atleta machucado é retirado de campo, e a partida prossegue, favorecendo a equipe infratora, que por alguns minutos atua com um atleta a mais”, citou.
Tais regras atualizadas serão colocadas em prática pela Comissão de Arbitragem a partir da primeira rodada das Séries A, B, C e D do Brasileiro.
Na Copa do Brasil, o procedimento será adotado a partir da terceira fase, enquanto na Copa do Brasil Sub-17 e o Campeonato Brasileiro Feminino só na próxima edição.
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