Clube de SC registra B.O. após goleiro ser aliciado: R$15 mil para sofrer 2 gols
Joinville x Inter de Lages entram em campo na noite deste sábado, às 19h, mas fora das quatro linhas o clima já é bem quente. Tudo por conta de mensagens recebidas pelo goleiro do Inter, Neto Volpi, com proposta para sofrer dois gols por R$ 15 mil. Fred Nelson de Oliveira Marques, presidente do Andraus, clube da segunda divisão do Campeonato Paranaense, foi o autor do aliciamento, segundo a equipe de Santa Catarina.
Cristopher Nunes, mandatário do Inter de Lages, registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil. De acordo com Giovani Nunes, gerente de futebol do time da Serra, Fred procurou Neto Volpi um dia antes dizendo que precisava falar com o atleta. O assunto era "bom e do interesse", segundo ele. Pensando ser alguma proposta para atuar no segundo semestre, Neto seguiu a conversa com o dirigente. Quando entendeu o assunto, negou o acordo.
" Nosso goleiro recebeu algumas ligações perguntando se poderia conversar. O Neto achou que era proposta para jogar em outro clube. Depois veio mensagem por Whats App do Fred, que é o presidente do Andraus. Ele é um ex-jogador. Fomos descobrir que era ele depois de toda a situação.Aí ele abriu o jogo, falou que o Neto ganharia R$ 15 mil se tomasse dois gols do Joinville. Na hora o Neto falou: Não, não. Não faço isso, vai prejudicar minha carreira. Eu não faço isso. Quando o Neto disse isso ele falou que estava tudo certo e pediu para apagar as mensagens. Mas aí o Neto não apagou e nos procurou. Fomos da delegacia. A partir de agora isso vai ser investigado" - contou.
Envolvido no assunto por ser adversário do Inter de Lages na noite deste sábado, o Joinville se pronunciou por meio de nota e negou qualquer tipo de participação no episódio.
Márcio Schutz, delegado da 2ª DP de Lages, afirmou estar surpreso com o vazamento do caso. Sobre a investigação, disse que o processo está na fase inicial de apuração e pode ser enquadrado no artigo 41-D do Estatuto do Torcedor, que trata de "dar ou prometer vantagem patrimonial ou não patrimonial com o fim de alterar ou falsear o resultado de uma competição desportiva". A pena é de dois a seis anos de prisão, além de multa.
A direção do Andraus-PR não se pronunciou.
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