Mundo
Brasil e Chile voltam a discutir corredor interoceânico
27/01/2013 08h08
A interligação do Brasil e do Chile a partir dos oceanos Atlântico e Pacífico deve se tornar realidade em pouco tempo. Os debates em torno do corredor interoceânico foram aprofundados hoje (26) em Santiago, capital chilena, entre a presidenta Dilma Rousseff e o presidente do Chile, Sebastián Piñera.
Durante reunião de trabalho no início da manhã, que antecedeu a abertura da 1ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) – União Europeia (UE), Piñera apresentou um mapa à presidenta brasileira ao retomar o debate sobre essa integração. Segundo Dilma Rousseff, depois de discutir “intensamente” o tema, os dois países vão começar a trabalhar pela integração dos principais portos marítimos.
Em declaração conjunta, Dilma e Piñera destacaram a relação de amizade mantida entre os dois países ao longo dos anos. A presidenta lembrou que o Chile foi o destino de muitos brasileiros que tiveram que deixar o país durante o período militar. “Muitos membros do meu governo viveram aqui [no Chile] no período da ditadura militar no Brasil e por isso sabemos que nossos laços estão muito além de simplesmente laços econômicos. São, sobretudo, laços humanos que construímos no correr do tempo”.
Segundo Dilma, é justamente porque não há fronteiras, mas dois oceanos, que a relação de infraestrutura é estratégica. "Essa amizade sem limites [entre o Brasil e o Chile} vira agora uma amizade sem fronteiras”, disse ela, destacando que também está sendo discutida a interligação entre as duas economias vizinhas por um corredor ferroviário.
A presidenta lembrou que, mesmo diante de todas as dificuldades impostas pela crise financeira internacional, o Brasil e o Chile conseguiram manter uma trajetória de crescimento e de distribuição de renda e mantiveram uma relação comercial estratégica, principalmente em relação aos investimentos. “Por isso, fica claro que podemos mais. Os grandes investimentos que as empresas chilenas fazem no Brasil são muito bem-vindos”, acrescentou.
No encontro bilateral, que Dilma definiu como uma reunião de trabalho, a presidenta brasileira e Piñera fecharam acordos de cooperação nas áreas de educação e intercâmbio cultural e iniciaram discussões sobre futuras parcerias, como na área energética. Piñera destacou o potencial da relação entre os dois países na área energética, como em energias renováveis, fontes hidrelétricas e a partir de biomassa.
Em relação à cooperação na área de ciência e tecnologia, Piñera assegurou à presidenta que os militares e pesquisadores brasileiros que atuam na Antártica vão poder usar a base chilena mantida no continente branco, até que seja concluída a reconstrução da Estação Comandante Ferraz, destruída no início de 2012 por um incêndio.
Em Santiago, Dilma Rousseff ainda terá reuniões bilaterais com o presidente do México, Enrique Peña Nieto, e com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel. No fim da tarde, a presidenta participa da abertura da 1ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) – União Europeia (UE), onde os chefes de Estado vão definir cooperações regionais e continentais e discutir soluções para minimizar barreiras comerciais e intensificar as relações entre os países.
No fim da manhã, Dilma destacou que o encontro tem importância histórica, considerando o atual cenário mundial. “Em um mundo altamente globalizado - que vive uma conjuntura em que os temas da cooperação e da integração regional e do enfrentamento das dificuldades que as crises nos países desenvolvidos lançaram sobre o mundo - esta cooperação inter-regional passa a ser elemento fundamental para a superação e a construção de um mundo que cresce, que distribui renda e que beneficia as suas populações”.
Durante reunião de trabalho no início da manhã, que antecedeu a abertura da 1ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) – União Europeia (UE), Piñera apresentou um mapa à presidenta brasileira ao retomar o debate sobre essa integração. Segundo Dilma Rousseff, depois de discutir “intensamente” o tema, os dois países vão começar a trabalhar pela integração dos principais portos marítimos.
Em declaração conjunta, Dilma e Piñera destacaram a relação de amizade mantida entre os dois países ao longo dos anos. A presidenta lembrou que o Chile foi o destino de muitos brasileiros que tiveram que deixar o país durante o período militar. “Muitos membros do meu governo viveram aqui [no Chile] no período da ditadura militar no Brasil e por isso sabemos que nossos laços estão muito além de simplesmente laços econômicos. São, sobretudo, laços humanos que construímos no correr do tempo”.
Segundo Dilma, é justamente porque não há fronteiras, mas dois oceanos, que a relação de infraestrutura é estratégica. "Essa amizade sem limites [entre o Brasil e o Chile} vira agora uma amizade sem fronteiras”, disse ela, destacando que também está sendo discutida a interligação entre as duas economias vizinhas por um corredor ferroviário.
A presidenta lembrou que, mesmo diante de todas as dificuldades impostas pela crise financeira internacional, o Brasil e o Chile conseguiram manter uma trajetória de crescimento e de distribuição de renda e mantiveram uma relação comercial estratégica, principalmente em relação aos investimentos. “Por isso, fica claro que podemos mais. Os grandes investimentos que as empresas chilenas fazem no Brasil são muito bem-vindos”, acrescentou.
No encontro bilateral, que Dilma definiu como uma reunião de trabalho, a presidenta brasileira e Piñera fecharam acordos de cooperação nas áreas de educação e intercâmbio cultural e iniciaram discussões sobre futuras parcerias, como na área energética. Piñera destacou o potencial da relação entre os dois países na área energética, como em energias renováveis, fontes hidrelétricas e a partir de biomassa.
Em relação à cooperação na área de ciência e tecnologia, Piñera assegurou à presidenta que os militares e pesquisadores brasileiros que atuam na Antártica vão poder usar a base chilena mantida no continente branco, até que seja concluída a reconstrução da Estação Comandante Ferraz, destruída no início de 2012 por um incêndio.
Em Santiago, Dilma Rousseff ainda terá reuniões bilaterais com o presidente do México, Enrique Peña Nieto, e com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel. No fim da tarde, a presidenta participa da abertura da 1ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) – União Europeia (UE), onde os chefes de Estado vão definir cooperações regionais e continentais e discutir soluções para minimizar barreiras comerciais e intensificar as relações entre os países.
No fim da manhã, Dilma destacou que o encontro tem importância histórica, considerando o atual cenário mundial. “Em um mundo altamente globalizado - que vive uma conjuntura em que os temas da cooperação e da integração regional e do enfrentamento das dificuldades que as crises nos países desenvolvidos lançaram sobre o mundo - esta cooperação inter-regional passa a ser elemento fundamental para a superação e a construção de um mundo que cresce, que distribui renda e que beneficia as suas populações”.
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