Caso 'Grilo': julgamento de acusados de matar dirigente do MST é adiado
Jurados declararam que foram procurados e ameaçados
17/07/2013 10h10
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Da Redação
Foi adiado o julgamento dos acusados de matar o então dirigente do MST, Luciano Alves, o Grilo, em 2003, próximo à cidade de Craíbas. A sessão estava marcada para a manhã desta quarta-feira (17), no Fórum de Arapiraca, mas acabou sendo suspensa.
Seriam julgados os acusados o vereador por Girau do Ponciano José Francisco da Silva (José Catu), o irmão dele Francisco da Silva (Chiquinho Catu) e José Olegário dos Santos. Josinaldo José dos Santos também é acusado no processo, no entanto já faleceu.
O promotor José Antônio Neto solicitou o desaforamento do Júri Popular porque alguns jurados se declararam impedidos para julgar. Eles declararam que foram procurados e ameaçados por pessoas envolvidas no caso. Não foi revelado se as acusações se referem à acusação ou defesa.
Em frente ao Fórum, dezenas de pessoas ligadas ao MST esperavam pelo julgamento. A previsão é de que o caso seja levado para Penedo ou Maceió.
A morte
O crime ocorreu na noite do feriado de 7 de setembro, em 2003, quando Grilo voltava para o assentamento onde vivia,em Girau do Ponciano. Os assassinos o abordaram de motocicleta e disparam contra a vítima. Luciano Alves, de 28 anos, era coordenador do assentamento 25 de julho, membro da Direção Estadual do MST e também filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT).