Fumaça de lixão de povoado de Limoeiro de Anadia revolta moradores da região
Frequência da combustão tem gerado doenças respiratórias
De acordo com a legislação em vigor, todos os municípios brasileiros terão que providenciar aterros sanitários para despejar os resíduos sólidos até agosto de 2014. Enquanto o prazo não se extingue, os moradores do Sítio Gulandim, em Limoeiro de Anadia, sofrem com os males causados pelo lixão do local.
Eles reclamam que além do lixão entrar frequentemente em combustão, algumas pessoas ateiam fogo no local. Os moradores reclamam das doenças causadas pela fumaça e a grande quantidade de insetos vindos do lixo acumulado a céu aberto. “Na hora de comer nós precisamos fechar as portas e cobrir tudo com um mosqueteiro, pois as moscas ficam colocando larvas”, disse a moradora do local, Betânia Costa.
Betânia alegou que, na última sexta-feira (8), foi realizada uma reunião entre representantes da prefeitura de Limoeiro de Anadia e da comunidade. Segundo a moradora, o prefeito do município, Marlan Ferreira, falou que é preciso fazer uma concessão com 17 municípios para que seja feito um aterro sanitário, cumprindo a Lei de Resíduos Sólidos. “A situação está gritante, queremos saber o que pode ser feito em curto prazo”, declarou a moradora.
Doenças respiratórias
Crianças e idosos com rinite, bronquite, asma e outras doenças. Esta foi a situação descrita pelo morador do local, Jorge João dos Santos. “A gente vem sofrendo há 13 anos”, desabafou. Ele acrescentou que o lixão atende aos povoados de Brejo e Iracema e ao município de Limoeiro de Anadia.
Jorge contou ainda que há quatro anos uma moradora pegou uma bactéria na perna e acabou morrendo após amputação do membro. O filho desta senhora teve a mesma doença e ficou com uma deficiência na perna. “Essa doença foi proveniente das bactérias do lixão”, afirmou. Ele frisou que há muitas moscas e fumaça, pois todos os dias as pessoas tocam fogo.
O morador disse que foi feito um abaixo assinado pelos moradores, no entanto de acordo com Jorge, a ação não apresentou resultado. Jorge também ficou descontente com o efeito da reunião realizada na última sexta-feira. “Na reunião, o prefeito falou que não poderia fazer nada até 2014 e que iria cavar uma vala na próxima segunda-feira (18), para depositar o lixo”.
Jorge adiantou que se o problema não for resolvido até segunda-feira, os moradores planejam fechar o local para impedir que seja jogado lixo. “Queremos fechar o local para resolver de alguma forma”, concluiu.
Célula de aterro
O secretário municipal de Meio Ambiente e Agricultura, Marcelo Rodrigues Barbosa, informou que a prefeitura de Limoeiro de Anadia vai contratar um vigilante para impedir que pessoas coloquem lixo na área.
Ele frisou ainda que o prefeito do município tem discutido com gestores de Coité do Noia, Taquarana e Campo Alegre a construção de um aterro sanitário compartilhado, mas por enquanto a prefeitura vai construir uma célula, que funciona como um miniaterro, nos próximos 90 dias.
O engenheiro da prefeitura, Ivens Peixoto, informou que hoje (13) a equipe irá ao lixão para avaliar e dimensionar a situação a fim de elaborar o projeto para fazer a licitação e, em seguida, realizar a obra. Ele explicou ainda que esta é uma medida emergencial, enquanto não é construído o aterro definitivo.
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